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Produção de trigo tem alto risco ao produtor

06/10/2017 14:23

Clima instável no Rio Grande do Sul e alta produtividade na Argentina têm afastado produtores gaúchos. Preço nesta safra deve ficar abaixo do esperado

A maior parte das plantações de trigo está em fase final de formação de grãos, segundo o Informe Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar. Apenas 4% das lavouras estão em fase de maturação para a colheita, o que deve ocorrer no fim do mês e em novembro.
Até a safra, a maior preocupação é quanto às condições meteorológicas, em especial com as possíveis quedas de granizo e as chuvas em excesso na fase de pré-colheita, o que deprecia o grão. Apesar das melhoras apresentadas nas últimas semanas, ainda é possível observar o baixo potencial produtivo das plantas, com espigas pequenas e densidade abaixo do ideal, além da incidência de plantas invasoras.

Maioria é importada
Apenas 30% do trigo brasileiro serve para a panificação, o que obriga o país a importar o grão da Argentina e Estados Unidos. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo), a demanda do setor é de 11 milhões de toneladas por ano, mas o país produz cerca de seis milhões.

Alto risco para o produtor
As áreas cultivadas diminuíram de forma considerável desde os anos 90, quando se iniciaram as exportações de trigo. Devido ao clima, o Rio Grande do Sul não consegue competir com a Argentina, onde tudo favorece para um safra de inverno com boa qualidade e preço alto.
Em Arvorezinha, há apenas 17 hectares nesta safra. “É inexpressivo”, avalia o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar de Arvorezinha, Cleber Schuster.

 

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Fonte: Eco Regional
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