Amvat pede revisão da bandeira vermelha

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A Amvat enviou, nesta tarde, um ofício de 15 páginas ao Comitê de Dados
do Sistema de Distanciamento Controlado do RS, pedido a revisão da
bandeira vermelha para o Vale do Taquari.

No documento, a associação
questiona as mudanças de regras sem prévia formalização e destaca que a
região, novamente, está sendo prejudicada por uma mudança que tira peso da capacidade hospitalar.

O documento é assinado pelo presidente da Amvat e prefeito de Imigrante, Celso Kaplan. “A equipe da prefeitura de Lajeado e do Hospital Bruno Born, especialmente do diretor executivo, Cristiano Dickel, foram fundamentais para conseguir essa base de informações”, observou Kaplan.

Conforme o ofício, o Vale do Taquari é exemplo prático de que a
manutenção da bandeira laranja não acarreta, necessariamente, em aumento da circulação do vírus. Após ingresso da região na bandeira laranja, em 18 de maio, a região apresentou considerável melhora nos seus
indicadores. Isso pode ser comprovado pelos índices de casos ativos de
forma sustentada nas semanas após flexibilização das regras. A piora
observada na últimas semanas se explica, em grande parte, por questões
que extrapolam a região, principalmente o agravamento da situação estadual.

Em relação ao “Histórico Diário Hospital Bruno Born”, é possível obsevar uma estabilidade da ocupação hospitalar nas últimas semanas. Cabe destacar que esta estabilidade acontece de forma
concomitante à adoção das medidas da bandeira laranja vigentes desde a
metade do mês de maio no município e na região.

O documento informa, ainda, que a região apresenta taxa de letalidade de
1,35%, o que representa a terceira menor letalidade entre as 20 regiões
do Estado e menos do que a metade da média estadual (2,70%). Além disso,
apesar de a região ter a maior taxa de incidência de casos por 100 mil
habitantes, o mesmo não se observa na taxa de mortalidade por 100 mil
habitantes.

Em relação à capacidade hospitalar, a associação reforça que 22 dos 47
pacientes internados nas UTIs da região dos Vales são oriundos de outras
macrorregiões. Isso corresponde a 46,8% das internações, o que, somado
ao fato da disponibilidade de leitos, reafirma a plena capacidade
hospitalar da região. O Vale apresenta estabilidade nos leitos
disponíveis no último mês, tendo, atualmente, 51 leitos disponíveis, o
que corresponde a mais de 35% da capacidade de UTIs da macrorregião e se apresenta com a segunda menor taxa de ocupação do Estado.

 

Plural Comunicação

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