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Casa de Apoio Mulheres Fortes em Ação surge como estratégia para reduzir a violência doméstica

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Instituição foi fundada em maio de 2021 e está dando

Coordenadora do Creas de Arvorezinha, Vera Klein

os primeiros passos para um grande projeto

Se em algum momento você já reproduziu aquela frase “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, pode retirá-la do seu discurso, pois dezenas de instituições têm sido criadas com o objetivo de dar às mulheres novas possibilidades, libertando-as da violência física e psicológica.

Em Arvorezinha, em 14 de maio de 2021, um primeiro e grande passo foi dado em prol desta luta: a criação da Casa de Apoio Mulheres Fortes em Ação (CAMFA). “Acredito muito que mulheres fortes influenciam muito outras mulheres fortes. Por meio desse pensamento buscamos fundar essa instituição que busca dar todo um apoio para mulheres que passam por dificuldades em seus relacionamentos, para que busquem novas possibilidades, uma nova visão de vida e profissionalização”, explica a secretária da instituição, Rafaela Lucatelli.

Também compõem a diretoria: Andréia Valério como presidente, Estefânia Zen Lazzari como vice-presidente, Mariana Sassi como tesoureira, Carla Dall Agnol como segunda tesoureira, Iadia Varesano como assessora jurídica, e Patrícia Ferri no Conselho Fiscal. “Quando lançamos a ideia, nomes foram surgindo e no primeiro contato, onde apresentamos o projeto, todas toparam de imediato. Temos mais pessoas envolvidas como voluntárias, todas mulheres e com pensamentos muitos semelhantes”, destaca.

De acordo com Rafaela, a criação da instituição vem de encontro, principalmente, para suprir uma necessidade da comunidade e da Comarca de Arvorezinha (que atende outros municípios da região). “Percebemos isso por meio de um histórico da polícia em relação às agressões contra as mulheres, e demos então o primeiro passo. A parte mais difícil que era a burocrática já está pronta. Agora o próximo passo é achar uma casa, um espaço físico para fixar a Casa de Apoio e começar aos poucos a desenvolver o trabalho na região”, pontua.

 

Serviços oferecidos

“Ao fundar essa instituição nossa intenção é trabalhar para que seja um processo de crescimento dentro da comunidade e da região”, destaca Rafaela. “A intenção da instituição frente aos municípios é que seja uma Casa de Apoio administrada pela diretoria já citada, mas que o projeto tenha todo um auxílio do Ministério Público, das Administrações Municipais, da Polícia Civil e das assistentes sociais. A instituição surge com o intuito de ser a base de um projeto e interligar os setores público e privado, para que de fato tudo se concretize”, frisa.

Ela segue, exemplificando: “Teremos casos de mulheres que estão sofrendo violência doméstica e precisam sair do lar. Com a Casa de Apoio, elas terão a possibilidade de permanecer nesse espaço por alguns dias, recebendo todo um apoio psicológico, médico e também um suporte por parte do judiciário. Será um trabalho de formiguinha porque muitas vezes a mulher acaba voltando para o lar, para o agressor, justamente por medo, receio, mas quando se tem a possibilidade de algo novo, a decisão fica nas mãos de quem tem que fazer a escolha, ou seja, ela”, salienta.

Rafaela ainda considera: “Geralmente o que vemos são mulheres que saem da casa dos pais muito cedo, que interrompem os estudos para casar, engravidar, e as coisas vão acontecendo sem que elas percebam, justamente por serem muito jovens. Outro objetivo da instituição é propor cursos de aperfeiçoamento às mulheres para que elas possam melhorar para o mercado de trabalho e ter possibilidades de renda financeira, para conseguir se tornar independentes”, encerrou.

A coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), de Arvorezinha, Vera Klein, foi quem trouxe essa ideia de uma casa de acolhimento, de SC para o RS, juntamente com o apoio da delegada Alice Fernandes, que agora atua na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), de Porto Alegre. Ela explana sobre a iniciativa. “É sem dúvida muito importante ter uma Casa de Apoio aqui em Arvorezinha e região, pois às vezes tem pessoas que precisam apenas de alguns dias para se organizar e seguir a vida, mas naquele momento não tem para onde ir. O Judiciário poderá nos ajudar com apoio, assim como as prefeituras da região. Se houver união poderá se fazer um consórcio entre municípios e assim ficará mais fácil abrir a Casa de Apoio e mantê-la”, opina.

Conforme Vera, que também é embaixadora do âmago, o índice de violência doméstica na região não é muito alto. “Mas como a violência é um ciclo e as mulheres têm dificuldade de empoderamento por não ter apoio e renda própria, elas continuam com o agressor muitas vezes por medo e vergonha, porque infelizmente o machismo predomina”, frisa.

Ela encerra: “Com certeza os municípios só tem a ganhar com uma Casa de Apoio, vai ser ótimo para as vítimas que muitas vezes nem fazem o boletim de ocorrência ou registram Maria da Penha por insegurança. Em Arvorezinha é o Creas que tem feito o acolhimento e o atendimento das vítimas, por parte da assistente social e psicóloga com encaminhamento pelo Ministério Público”, colocou.

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