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Comitiva vai a Brasília para discutir futuro de ferrovia

Uma comitiva que busca fomentar o turismo na região esteve em Brasília, na busca de recursos para o Trem dos Vales, que contempla os municípios de Colinas, Dois Lajeados, Estrela, Guaporé, Muçum, Roca Sales e Vespasiano Corrêa. O projeto prevê um investimento de cerca de R$ 9 milhões nos trechos da ferrovia por onde passará a locomotiva.

O coordenador do Trem dos Vales, Rafael Fontana, destaca que o projeto tem dois eixos importantes a serem considerados. “Um deles é o trem comemorativo que acontece eventualmente em determinados períodos do ano. Conquistamos esse espaço em 2019, ocasião em que fizemos dois passeios. Em 2020 fizemos 12 passeios, e em 2021 teremos 52. Eles ocorrem na Ferrovia do Trigo entre Muçum e Guaporé”, destaca.

No dia 6 o projeto executivo de operação do trem regular turístico, em todo o trecho, de Guaporé a Estrela, foi entregue à Rumo Logística para análise e, sendo aprovado, será formatado o Contrato de Operacional Específico para que a ANTT autorize o transporte regular de passageiros na Ferrovia do Trigo.

Na viagem para Brasília a comitiva, que conta também com Felipe Diehl, de Estrela, em conversa com o ministro Onyx Lorenzoni, que já conhece a região por ser gaúcho, destacou a importância que o Governo Federal sinalize o projeto com prioridade, para que a Rumo também compreenda a relevância deste projeto para a região. Nós apresentamos todas as etapas que queremos seguir e o ministro se comprometeu em levantar essa causa e tomar frente conosco para que possamos ter futuramente um trem regular transitando pela Ferrovia do Trigo, semanalmente. No início vai ser entre Guaporé e Muçum, depois entre Colinas e Muçum, Colinas e Estrela e assim por diante”, salienta Fontana.

Conforme ele o trem turístico terá que trabalhar de acordo com os horários do trem comercial, de cargas. “Hoje a ferrovia só tem transporte de cargas, então é preciso um diálogo, um ajuste de horários com esse outro transporte e também uma alta segurança para os passageiros. Tudo isso a gente está trabalhando tecnicamente junto à Rumo”, frisa.

Fontana segue explanando sobre a viagem a Brasília. “Na quarta-feira estivemos com o presidente do Sebrae, amigo pessoal do ministro Onyx, para reforçarmos o olhar e o investimento do Sebrae no Vale do Taquari, na qualificação da gestão das pequenas empresas focadas no turismo. No final da noite, depois de uma conversa de duas horas onde apresentamos todos os roteiros turísticos, toda a estrutura da região, a conversa foi aprofundada onde nos pediram detalhes. O presidente do Sebrae se encantou com o vídeo do Vale do Taquari que apresentamos, nos parabenizou pelo trabalho e pela estrutura que temos na região, disse que é parceiro sim do nosso projeto, e que nós os procuramos no momento oportuno, já que estão elaborando o orçamento 2022 do Sebrae. Ele garantiu para nós que irá ampliar os investimentos no Vale do Taquari. Agora temos que fazer um plano de trabalho, ajustar com o Sebrae Lajeado e ver quais demandas podemos encaixar”, revela.

Fontana comemora o fato do avanço turístico na região. “Temos avançado significativamente no turismo da região, dia após dia. O projeto do trem, por exemplo (que passa por monumentos arquitetônicos maravilhosos como Viaduto 13), casa muito bem com a construção do Cristo Protetor, de Encantado. Ambos são grandes atrativos principalmente para quem mora fora e precisa ter sua atenção prendida por algo icônico”, avalia.

 

Giro da economia x gargalos

Com os 52 passeios realizados com o trem no decorrer deste ano, serão transportadas cerca de 30 mil pessoas, segundo Fontana. “Já estão vendidos mais de 70% dos bilhetes para agências de viagens. Se todos os anos estruturarmos isso, vai se ampliando a linha de atuação e de abrangência do visitante. É um trabalho permanente. O fato é que empreendimentos importantes estão se consolidando e nós precisamos qualificar aquilo que já temos, por exemplo, no trem turístico vamos receber cerca de 1,2 mil por dia nos sábados e domingos, as quais vão circular pela região. Nossos restaurantes atendem em média 150 pessoas, e nossos hotéis em média de 40 cada um. Precisamos aumentar o número de estabelecimentos, ou mesmo as estruturas dos já existentes, para atender essa demanda”, destaca.

Ele segue: “No Cristo Protetor, na visita guiada que foi criada para que as pessoas pudessem contemplar a obra no estágio que está, nós estamos recebendo em média 1 mil pessoas por final de semana, que já estão circulando na região, e nós temos que bem recebe-las, afinal elas têm que voltar para suas casas falando bem da região, encantados com a gastronomia, com os hotéis e a hospitalidade, e desta forma estimular outros visitantes a também virem conhecer. Esse é outro grande desafio que temos, já que uns estão bem preparados, outros precisam se preparar melhor para receber esses turistas, e isso tem que partir do empreendedor”, enfatiza.

Fontana aponta outras melhorias pelas quais a região precisa passar. “Precisamos avançar em várias situações, uma delas é termos mais do que uma operadora de turismo, que possa organizar os pacotes para venda, elencando os empreendimentos mais bem preparados para apresentar aos clientes. Ações de infraestrutura de rodovias para um fluxo em perfeitas condições também é importante. O acesso à internet é bom, mas pode melhorar, assim como o sinal de telefone. E precisamos de investimento, melhorias nos ambientes dos setores alimentício e de hospedagem, lembrando que isso é investimento privado. Sabemos que o empreendedor vai fazer o investimento na medida que ver o fluxo de pessoas, mas sabemos também que para a ampliação de qualquer empreendimento demanda tempo”, alerta.

 

Programa do governo Federal capacitará jovens de forma remunerada

Conforme Fontana, ainda na conversa com o ministro Onyx, este explanou que o governo Federal está aprovando no Senado um programa novo para jovens de 18 a 29 anos. “Achei extraordinário. O governo vai auxiliar eles por 12 meses com R$ 550 por mês e o governo municipal, por meio de convênio, paga mais R$ 550. Esses jovens vão trabalhar em serviços sociais do município, auxiliando na melhoria da cidade em diversas áreas. Em contrapartida terão que fazer no mínimo dois cursos de qualificação por ano para se preparar para as atividades técnicas”, finaliza.

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