InícioMunicípiosAnta GordaGrupo de antagordenses propaga mensagens de fé por intermédio do canto

Grupo de antagordenses propaga mensagens de fé por intermédio do canto

O grupo já existe há 65 anos e anima as missas realizadas na Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Por Rosemary Piccinini

Em Anta Gorda, na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, o silêncio das missas no segundo domingo de cada mês, é quebrado pelo canto de um grupo que, entoa solenemente canções religiosas há mais de 65 anos como forma de oração, já que o canto é também uma linguagem de fé.

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Atualmente o grupo é composto por sete integrantes (Herne Spezia, Jorge Spezia, Marines Spezia, Agostinho Isoton, Joair Frighetto, Evilde Isoton e Rosi Isoton), mas já chegou a registrar cerca de 20 participantes. “Teve uma época em que o padre convidou os jovens para fazerem parte, mas infelizmente ninguém se interessou”, conta Herne Guilherme Spezia que ingressou no grupo aos 15 anos de idade. Hoje ele tem 75. “Quando entrei, o grupo já existia. Eu era coroinha e meu pai me disse para acompanhar o grupo e eu acompanhei. Praticamente todos os componentes do grupo inicial já faleceram”, acrescenta.

Ele revela que, inicialmente era o irmão Nilton Spezia (in memorian) quem entoava a primeira voz. “Depois do falecimento do Nilton, quem assumiu a primeira voz foi meu outro irmão Jorge. Eu acho que é um dom de Deus, pois foi meu avô e seus sete filhos que deram início ao grupo, e desde então, vem sendo passado de geração para geração. São 65 anos cantando e só sentimos alegria”, destaca Hernes que faz a segunda voz.

O grupo, que atua de forma voluntária, se sente lisonjeado em integrar a história de cem anos da Gruta Nossa Senhora de Lourdes, e recorda momentos marcantes ao longo dessa trajetória. “Quando eu tinha 16 anos fomos convidados para cantar uma missa em Espumoso, na inauguração de uma igreja que tinha lá. Lembro ainda que antigamente o grupo animava as missas que eram rezadas em latim e duravam cerca de duas horas. Os fiéis vinham todos a cavalo”, relata Hernes.

Ele atribui os integrantes do grupo como pessoas simples, do interior, que trabalham na agricultura, mas que se sentem realizados cantando. “E nós nunca fizemos aulas de canto ou sequer ensaiamos para cantar. Chega na hora da missa, combinamos quais serão as músicas e cantamos”, salienta.

E acrescenta: “É uma alegria para nós poder nos encontrar e cantar, até porque, uma andorinha só não faz verão e amamos entrar em campo com o time completo. Nós nos acertamos e nos entendemos só no olhar quando a voz ou a nota não está de acordo”, pontua ao revelar que quer cantar até que Deus o permitir.

“Não há nada que pague ver a emoção de muitas pessoas ao nos ouvirem cantar e o reconhecimento delas, afinal, somos pessoas simples, mas acreditamos fazer a diferença na comunidade, já que toda missa se torna muito mais bonita com um grupo de canto, independentemente se dois ou cem fieis estão presentes. A empolgação para cantar é sempre a mesma”, finalizou.

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