Jovens intercambistas da Região do Vêneto visitam o Vale do Taquari

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A imigração italiana no Rio Grande do Sul é forte e nos seus 150 anos, pela primeira vez Encantado recebe uma comitiva de 21 membros da cidade de Montebelluna, Região do Vêneto, Itália.

O intercâmbio foi possível graças ao empenho dos poderes públicos de Encantado, Escola Scalabrini, diversas entidades e familiares que acolheram durante 15 dias jovens estudantes do Instituto Primo Levi.

A comitiva italiana concluiu seu roteiro visitando a cidade de Ilópolis, onde conheceu a indústria de erva-mate Ximango, o monumento do Leão de São Marcos, o Santuário São Paulo Apóstolo, com destaque para as estátuas sacras produzidas pelo artista italiano Gian Domenico Menia e doadas por Auronzo di Cadore, o Lago Verde e o Museu do Pão. Ali realizaram uma oficina de pizza e conheceram o painel “Caminho do Pão e do Vinho”, produzido pelo artista italiano Gian Antonio Cecchin e que em outubro, durante a Festa do Pão, inicia um ciclo de exposição por 19 municípios.

Estes projetos, como realização de obras de arte, construção de monumentos e intercâmbios, fomentados e fortalecidos pelo Comitato Vêneto do Estado do Rio Grande do Sul são fundamentais para a preservação das tradições e costumes ainda vivos nas comunidades vênetas em solo gaúcho, afirma o Consultor para a Região do Vêneto no Estado, Ismael Rosset. A confraternização na bodega do Moinho Colognese, Caminho dos Moinhos, contou também com a presença do prefeito de Ilópolis, Edmar Pedro Rovadoschi. Ainda, em Ilópolis, o contato com a árvore símbolo do estado, erva-mate, e a bebida, chimarrão, foram os carros chefes na visitação no alto do Vale do Taquari.

As famílias italianas acolheram os intercambistas brasileiros em janeiro passado, quando puderam conhecer a Região do Vêneto, sua potencialidade econômica, cultural, turística e paisagística. Neste mês, as famílias brasileiras acolheram em seus lares os jovens italianos.

Para a professora Rossela Zanni, representante da direção do instituto vêneto, relembrou no seu discurso, os momentos significativos e comoventes da primeira fase do intercâmbio quando os alunos brasileiros visitaram a Itália. “Nossos imigrantes partiram da Itália para o Brasil, no final do século XIX. Deixaram tudo para trás com a tristeza em seus corações e a vontade de construir uma nova vida nas terras brasileiras, mas também a esperança de poder voltar para a pátria mãe Itália. Muitos não puderam ver suas terras novamente, mas, idealmente, voltaram graças à oportunidade deste intercâmbio cultural. Os meninos brasileiros, quando chegam à Itália, permitem que seus bisavós e tataravôs retornem. São embaixadores de sinais que testemunham sua origem vêneta, permitindo que pedaços da história sejam reunidos”, afirmou.  Acompanharam o grupo italiano os professores Graziella Stella e Adriano Cappelletto.

Os jovens tiveram a oportunidade de conhecer a cultura gaúcha, com a visita ao 35º CTG em Porto Alegre, CTG Giuseppe Garibaldi em Encantado e o Museu do Gaúcho em Gramado. O Museu de Ciência e Tecnológico da PUC e Biblioteca da Univates foram os destaques para as instituições de Ensino Superior. Empresas de diferentes segmentos como vinhos Salton na Serra Gaúcha, de reciclagem Lorenzon Plásticos em Encantado, Bebidas Fruki em Lajedo também foram visitadas com atividades didáticas relacionando escola/trabalho.

Os alunos aprenderam sobre a história e tradições da cidade de Santa Tereza, a primeira comunidade vêneta na Serra Gaúcha. Os centros de arte como o Museu Iberê Camargo e catedral Metropolitana também fizeram parte do roteiro. A visita a Foz de Iguaçu, nas Cataratas do Iguaçu, Usina Itaipu e Parque das Aves concluíram as excursões realizadas.

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