InícioDestaquePrimeira idosa vacinada contra a Covid-19 em Doutor Ricardo completa cem anos

Primeira idosa vacinada contra a Covid-19 em Doutor Ricardo completa cem anos

Maria Coppini Baldissera, mesmo acamada esbanja saúde

Nos últimos 30 anos, o número de centenários no mundo tem crescido cada vez mais. A humanidade não quer envelhecer, e tais pessoas parecem ter encontrado o segredo para uma vida longa e saudável, enganando as leis do envelhecimento e ganhar mais anos de vida.

Na lista dos centenários espalhados pelo mundo está Maria Coppini Baldissera, natural da Linha Cabral, Anta Gorda, mas residente em Doutor Ricardo desde que casou-se com Augusto Baldissera, falecido já há 30 anos. Com ele, Maria teve 12 filhos, e consequentemente 28 netos e 27 bisnetos.

Ela completou seus cem anos de idade, na segunda-feira, 16, imunizada contra a Covid-19, sendo que foi a primeira moradora de Doutor Ricardo a ser vacinada. Agricultora durante toda a vida, hoje Maria está acamada, mas demanda de poucos remédios, já que sua saúde é considerada ótima pelos médicos.

“Ela era ativa até os 97 anos. Fazia crochê, caminhava, fazia comida, enfim, mas em uma noite, ao levantar da cama, ela caiu e deslocou a prótese que tinha na perna, não sendo mais possível coloca-la. Desta forma está acamada, já há três anos. Para ela não foi fácil essa mudança, ela não se admitia estar ali, na cama, e achava que voltaria a caminhar, mas com o decorrer do tempo se adaptou”, conta Adriana Grassi, casada com o neto de Maria, Inelvo. São eles que cuidam da idosa. “E ela é como uma escola para nós. Só aprendemos com ela, embora nem sempre ela esteja lúcida”, frisa.

A comida preferida de Maria é churrasco e polenta, mas antigamente, era sopa que ela servia aos 12 filhos e ao marido. “Antigamente ela fazia um ‘panelão’ de sopa, e servia numa mesa grande onde ela, meu pai e os 12 filhos sentavam-se para fazer as refeições”, lembra a filha Carmen Baldissera, que atualmente reside em São Paulo, e está de visita à mãe.

“Ela sempre foi uma pessoa boa, fazia nossas vontades, mas era brava quando precisava. Sempre foi muito religiosa, assistia missas de manhã e de noite e repassou isso aos filhos, afinal não era permitido ir dormir sem rezar o terço, todas as noites. Ela também participava no grupo de idosos e na comunidade, até que pôde”, salientou ao comemorar os cem anos da mãe. “Ver ela chegar aos cem anos é maravilhoso, e o melhor ainda é que ela lembrou de mim e de minhas filhas, logo que chegamos”, vibrou.

O olhar sereno de Maria, transmite paz ao mesmo tempo que cada ruga em seu rosto carregam uma história diferente.

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