Queima irregular de lixo preocupa os moradores

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Um fato tem chamado à atenção da população de Nova Alvorada, a queima de grandes volumes de lixo junto ao britador localizado na Linha Salete, tem gerado mal-estar para muitas pessoas, devido à quantidade de fumaça e poluição do ar.

 

A lei de Crimes Ambientais, número 9.605 de 1998, em seu artigo 54, descreve o crime de poluição ambiental como “ato de causar poluição, de qualquer forma, que coloque em risco a saúde humana, segurança de animais ou destruição da flora”. Por mais que pareça inofensivo, o ato de queimar lixo doméstico também se enquadra nesse quesito.

 

Há algum tempo a população das proximidades do britador, na Linha Salete, tem reclamado da queima irregular de entulhos no britador, aonde moradores vem convivendo com a intoxicação provocada pela queima desses materiais.

 

Um morador próximo do local, Anderson Bernardes, conta como tudo vem acontecendo. “Já são quatro anos que essas ações estão se repetindo, a Administração Pública já foi procurada para encontrar um destino correto e apropriado para o descarte, mas até o momento nada foi feito”.

 

Existe uma preocupação real em relação ao meio ambiente, pois, próximo ao local tem um rio. Além da queima de borracha, que traz poluição ao ar, com mau cheiro os materiais não incinerados totalmente, ficam abandonados acumulando água, trazendo a proliferação de mosquitos.

 

As queimadas irregulares chegam a acontecer duas vezes ao dia. “Sempre perto do meio-dia e ao final da tarde”. Bernardes ainda fala sobre os problemas enfrentados por sua família. “Minha irmã tem síndrome de down, imunidade baixa, diversas vezes precisou dormir, juntamente com minha mãe, na casa de parentes, pois, não aguentou a fumaça e o cheiro”.

 

O descarte irregular do lixo ocorre à luz do dia e à vista de todos. “Isso é fácil de ver quando se passa na estrada, até por que é diariamente, não tem como negar”, lamenta Bernardes.

 

Apesar dos altos valores gastos, problema persiste

Apesar de Nova Alvorada ter praticamente dobrado o custo da contratação com a empresa de recolhimento de lixo no município, que em 2017 era de R$ 19.545,00 e agora em 2020 está em R$ 38.524,00 para coletar o lixo três vezes por semana.  Na gestão anterior a empresa contratada realizava a coleta quatro vezes por semana. No contrato rezam responsabilidades e termos similares, exceto que no atual contrato, o município loca containers para o depósito de lixo e a empresa é responsável por lavá-los periodicamente.

 

Em uma comparação com a cidade vizinha de Camargo que contrata a mesma empresa para fazer um serviço similar de coleta seletiva três vezes por semana o valor do contrato vigente é de R$ 12.674,69, o que representa uma diferença de quase três vezes menos, com relação ao contrato de Nova Alvorada. Ressalta-se que Nova Alvorada fica apenas 10km de distância de Camargo. Se considerados 4 anos de contrato com esta diferença de valores Nova Alvorada teria gastado mais de R$ 800 mil além do preço de mercado. Se comparado com o contrato do município vizinho de Camargo, este valor se amplia consideravelmente, ultrapassando a casa de R$ 1.2 milhões.

 

Posição do Poder Público:

Procurados pela redação do Eco Regional, solicitando um contraponto, a Administração Municipal, por meio do responsável jurídico, Gustavo Tremarim, informa que fará uma declaração por meios oficiais, dentro do prazo estipulado por lei.

Até o momento não não houve nenhuma manifestação.

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