Setor de suínos, aves e leite pode entrar em colapso no Rio Grande

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Hoje (19) pela manhã, líderes dos três setores do Rio Grande do Sul reuniram-se para debater as medidas que serão implementadas pelo Governo do Estado diante do agravamento e elevação dos custos de produção da cadeia de integrados. Há o risco de colapso na produção de alimentos, interrupção de atividades e diminuição de empregos, o que pode afetar produtores, agroindústrias e cooperativas que integram estas cadeias produtivas.

Em meados do ano passado, foi encaminhado à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, um documento solicitando a retirada dos tributos federais para importação de milho procedente da Argentina e Paraguai, tendo como objetivo viabilizar as importações. Isso se deu devido ao problema de estiagem que os produtores gaúchos estão enfrentando e, com isso, a falta de milho no RS, que gera a necessidade de compra fora do estado, onde o preço do grão é alto.

No setor de grãos, o custo de produção subiu 45%, e, com relação ao leite, produtores estão deixando a atividade por causa do alto custo da produção, inviabilizando a atividade.

No fim, foi solicitado que o Governo do RS faça o diferimento do pagamento do ICMS de 12% na importação do milho de 500 mil toneladas da Argentina e do Paraguai e que o Estado seja porta-voz dos pleitos federais junto à Presidência da República e aos ministérios da Agricultura e Economia.

Os processos federais incluem autorização para importação de milho dos Estados Unidos até final do ano, retirada de tributos sobre importações do Mercosul ou extra-Mercosul e a retirada temporária do Adicional ao Frente para Renovação da Marinha Mercante.

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