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Casal em Doutor Ricardo possui GRSC com capacidade para 650 animais

Simplicidade com requinte de cuidado

 

Casal em Doutor Ricardo possui GRSC com capacidade para 650 animais

 

A propriedade localizada à esquerda da estrada asfáltica que desce rumo à Gruta Nossa Senhora de Lourdes, em Doutor Ricardo, é simples, mas de um capricho ímpar. Oscar Roberto Weber (38) e a esposa Mirele Maso Weber (34) cuidam com muita dedicação o lugar onde também habita Celso Weber (67), o precursor da família na sociedade à Cooperativa Dália Alimentos.

Oscar, que além de produtor trabalha como pedreiro durante a semana, associou-se à cooperativa no ano de 2011, sucedendo ao pai que começou na suinocultura na década de 1980, quando o sistema era no formato “ciclo completo”. Após anos trabalhando com suínos, em 1994 pai e filho optaram por investir em outro ramo, na avicultura, com a construção de um aviário com capacidade para cerca de 15 mil aves. O tempo foi passando e as exigências das integradoras aumentando, foi então que Celso se aposentou e o filho Oscar e a esposa Mirele substituíram a criação de aves por suínos.

Em 2010, dois anos após se casarem, surgiu uma vaga na cooperativa para a instalação de uma granja. Com a mão de obra genuína, em 2011 ele começou a erguer o pavilhão que hoje tem capacidade para alojar 650 fêmeas em uma das Granjas de Reprodutores Suínos Certificada (GRSC) da Dália Alimentos. À época, o valor de R$ 220 mil foi aplicado no empreendimento e hoje o casal pretende investir em um segundo pavilhão ou na ampliação do já existente, apesar da geografia da área de terra com 40 hectares oferece poucas alternativas para a ampliação. Em 15 hectares próprios há milho e soja plantados, assim como em outros 15 hectares arrendados.

 

Atividade leiteira

Além da suinocultura, o casal também produz leite, que fornece para a Dália, em volume aproximado de 420 litros por dia com um rebanho de 33 animais, sendo 15 vacas em lactação. O próximo passo, segundo a esposa, é construir a nova casa para a família morar e depois ampliar a área do leite, com melhorias na sala de ordenha, de alimentação e instalação de camas para o bem-estar animal. Além disso, a meta é dobrar o número de vacas lactantes, já que o terreno dispõe de seis hectares destinados aos piquetes, agora, com tifton devido à estação. A propriedade também faz parte do Programa Vale dos Lácteos e, mensalmente, recebe a visita do médico veterinário da cooperativa para orientações, principalmente, no quesito reprodução.

Mirele é graduada em Gestão de Micro e Pequenas Empresas e pretende evoluir, tanto na suinocultura quando no gado leiteiro. Oscar quer ampliar a GRSC e atingir mil cabeças alojadas. Para o casal, ser sócio da cooperativa é ter a certeza que trabalham com uma empresa séria, que paga em dia pela produção, além de assistência técnica de qualidade e foco no produtor de forma diferente, com zelo e respeito”.

 

Como funciona uma GRSC?

Uma Granja de Reprodutores de Suínos Certificada (GRSC), como o próprio nome diz, produz animais para a reprodução e deve obedecer ao processo de certificação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Para isso existe a Instrução Normativa Nº 19, que define as etapas para esse processo. Após avaliação de vulnerabilidade, com análise de itens ligados à biosseguridade, são realizados procedimentos de coleta de materiais para o diagnóstico negativo para enfermidades como Peste Suína Clássica, Doença de Aujeszki, Brucelose, Tuberculose, Sarna e Leptospirose, sendo essa última facultativa em caso de animais vacinados. O processo de certificação tem validade de seis meses, repetindo todo o método após esse período.

Na Cooperativa Dália Alimentos, as GRSC’s estão posicionadas na Pirâmide dos Reprodutores e são divididas em quatro sítios de produção: Unidade Produtora de Leitões (UPL), Creche, Recria/Terminação e Sítio 4. A movimentação de animais entre os sítios, bem como o repasse de reprodutores a granjas comerciais só é possível mediante apresentação de certificado com prazo de validade em conformidade. No Sítio 2 não há a necessidade de sorologia nos animais, ficando apenas o processo de avaliação de vulnerabilidade como item a ser analisado no processo de renovação do certificado. Para os outros sítios todas as etapas são necessárias.

 

Perfil | Médico Veterinário

Jeferson Gonçalves (42) é médico veterinário responsável pelas coletas e acompanhamento nas GRSC’s e comenta que na propriedade da família Weber, os cuidados com os animais iniciam na chegada. “Por se tratar de animais puros, são mais delicados e susceptíveis às intempéries e, por isso, os manejos de cortinas e sanitários tendem a ser mais rigorosos. Devido à biossegurança, o acesso à propriedade e, principalmente ao galpão, somente pode ser feito pelos proprietários da granja, pois são os responsáveis pelos manejos alimentar, de cortina e sanitário. Pessoas de fora só poderão adentrar ao galpão caso sejam funcionários da Dália, com vazio sanitário de pelo menos 72 horas. Por isso, a visita do técnico e vacinador é realizada sempre às segundas-feiras de cada semana”, explica.

Fonte: Dália

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