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A arte de fazer cestas de vime

Desde os oito anos, o idoso Luiz Marsango, hoje com 73 anos, aprendeu a arte de fazer cestas de vime, e desde então não parou mais. Ele conta que aprendeu o ofício com o pai, que confeccionava as cestas para o próprio uso, ou sob encomenda para produtores de uva, que usavam na colheita.

Marsango, que mora no interior de Ilópolis, conta que há pelo menos 60 anos trabalha com as cestas, mas que intensificou a produção após se tornar associado do Quiosque da Praça Itália, como artesão. “Quando abriu o Quiosque na praça o Jurandir Marques, que na época trabalhava na Emater, me procurou e convidou para fazer parte da associação, expor e vender minhas cestas, então, assim comecei a fazer mais cestas”.

Ele conta que hoje grande parte da sua produção é vendida para fora do município. “A minha venda é maior para fora do município, vendo muito em feiras. A primeira feira que participei foi a Turismate, também participei da Femate, e depois disso outras vieram. Também faço sob encomenda, mas se chegar aqui para comprar sempre tem cestas prontas”.

A pandemia causou diminuição nas vendas, mas Marsango afirma que agora está voltando ao normal. “Desde a pandemia eu não tinha mais saído para vender, na Romaria da Terra levei algumas e vendi tudo muito rápido, precisei voltar para casa buscar mais, vendi aproximadamente 30 cestas, para mim foi uma surpresa, mas fiquei muito feliz”.

 

Processo de criação

Para a confecção das cestas é preciso preparar a matéria-prima, que é a vime. O artesão relata como é o processo. “Depois de colhido, o vime tem que ser escolhido e classificado, alguns tiramos a casca, outros fervemos, e também alguns deixamos a casca, assim temos três colorações. Para deixar o material pronto vai quase meio dia”, conta ele, que recebe a ajuda da esposa Ozília para o preparo.

Luiz e a esposa Ozília, que o auxilia na produção

Ainda, segundo Marsango, hoje a maior dificuldade que ele enfrenta é encontrar a matéria-prima. “Antigamente encontrava vime com facilidade, hoje não está sendo fácil, eu até tenho alguma coisa na minha propriedade, mas a maioria preciso comprar, mas cada vez encontro menos”.

O artesão mostra muita agilidade na confecção das cestas, ele conta que leva no máximo três horas para deixar uma cesta pronta. “Depois do vime selecionado e pronto levo de duas a três horas para fazer uma cesta grande, mas mesmo as menores levam esse tempo, pois tudo tem que ser feito com muita delicadeza, pois o vime é mais fino”.

Cada cesta varia entre R$ 50 e R$ 200, e Marsango explica a variação de valores. “As cestas menores e mais simples vendo por um valor mais acessível, mas as mais elaboradas, que levam mais tempo, tem um valor maior, mas também são valores acessíveis. Eu faço também cestas para lareiras, de vários tamanhos, chaleiras, cuias, bombas, é um material muito bonito, vendi várias peças para pessoas do Mato Grosso”.

Dos cinco filhos de Marsango, nenhum aprendeu o ofício do pai, mas ele conta orgulhoso que um dos netos se interessou em aprender. “Um dos meus netos estava aprendendo comigo, mas agora ele está trabalhando e estudando, aí fica mais difícil, mas sempre que puder vou ensinando a ele”.

Para encomendar as cestas ou para mais informações o telefone é o (51) 9 9884-0716.

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