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A história registrada através da coleção

Antagordense tem objetos com mais de 300 anos

Por Rosemary Piccinini

Quem nunca tentou colecionar alguma coisa? Figurinhas, miniaturas, pelúcias, dentre outros itens. Para muitas pessoas, isso é apenas uma brincadeira, já para outras, coleção é coisa séria.

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O ato de colecionar objetos é iminente dos seres humanos, um exemplo é o carpinteiro e pintor, Adilar Potrich, de 62 anos, com as suas 1.084 peças de antiguidade, consideradas um verdadeiro tesouro. Tudo começou há cerca de 40 anos, e cada peça ganhada, comprada ou ajuntada, hoje faz parte da sua história.

O acervo fica localizado junto à residência de Potrich, no centro da cidade de Anta Gorda, de onde ele é natural. “Meu pai tinha bastante coisas antigas e elas sempre me chamaram a atenção”, recorda ele. “Desde a minha juventude, então, fui guardando e restaurando peças, tradição que mantenho até hoje. Tenho algumas com mais de 300 anos de existência”, revela.

Um dos sonhos de Potrich é que as peças um dia venham a pertencer a um museu, a fim de que a história tenha continuidade. “Sou casado há 37 anos com a Rosmary, com quem tive três filhos. Porém, nenhum deles herdou o gosto por antiguidades”, lamenta ao relatar que é a esposa quem o auxilia, a cada três meses, a tirar o pó de suas “relíquias”, as quais, ele tem o hábito de contar, sempre se certificando de que todas estão no local.

Máquina de fazer vassouras, máquina de fazer tijolos, máquina de colocar gasolina nos caminhões quando não havia luz antigamente e moedas do ano de 1886, são alguns dos vários objetos encontrados no local que, mais do que um acervo, também é ponto de encontro com os amigos, e está aberto à visitação. “Excursões ou qualquer pessoa que se interesse em vir conhecer, é só entrar em contato comigo pelo telefone (51) 99709.5695 e agendar visita”, destaca Potrich.

Ele também atribui o local como seu ponto de refúgio e de lazer. “Isso para mim é um orgulho. São poucas pessoas que tem um acervo desses. E pretendo não parar tão cedo. A última peça que trouxe para cá foi uma balança de pesar remédios, a qual ganhei do hospital. Mas tenho certeza que muitas outras virão ainda”, concluiu.

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