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A paixão pelo tiro de laço que supera os anos

Cerci Dartora recorda histórias que marcaram sua vida de peão

Por Oneide M. Duarte

 

Uma história de amor à tradição gaúcha, que segue viva com um dos pioneiros do CTG Querência Xucra.

Cerci Pedro Dartora, aposentado de 75 anos e natural de Progresso, pai de cinco filhos, sendo dois homens e três mulheres e o quinto de um total de 11 irmãos, conta que aos 12 anos ajudava seu pai em tropeadas que saiam de Santa cruz do Sul e seguiam até a cidade de Progresso, onde os bovinos eram entregues para um fazendeiro.

“Eu me lembro como se fosse hoje, quando eu e meu pai, juntamente com outros trabalhadores, saiamos de Santa Cruz do Sul e íamos cuidando do gado por cinco ou seis dias até Progresso, tudo a pé ou no lombo do cavalo, e ali nasceu minha paixão pelo tiro de laço”, recorda o aposentado.

Dartora conta que em 1971 se mudou para Putinga, quando começou a trabalhar com seu tio, que naquela época já morava na cidade.

“Vim e fiquei quatro anos com meu tio, e em quatro anos comprei minha propriedade no interior, onde mais tarde vendi para ajudar meus filhos a montarem o próprio negócio, mas antes de me desfazer da antiga propriedade eu já havia comprado essa onde moro com minha esposa”, explica o aposentado.

 

O sonho se torna realidade

Morando já na localidade de Linha Taquara, Dartora conta que em parceria com o Poder Público da época, foi construído o primeiro Parque de Rodeios do município. “Eu sempre amei rodeios e a vida campeira, e através do prefeito Jandir Tanssaia, nós montamos aqui o primeiro  Parque de Rodeios da história da cidade. O parque estava localizado  nas terras da Família Justi, em Linha Taquara”, conta. O aposentado relata que no local que ajudou a construir, ele aprendeu a amar ainda mais a tradição gaúcha. “Ali aprendi a gostar ainda mais da tradição gaúcha. Nesse projeto nós tivemos apoio dos vereadores da época, era muito bom reunir os peões ali”, diz ele.

No local aconteciam os rodeios oficiais do município, sendo o primeiro realizado no início dos anos 90.

 Histórias marcantes

O peão aposentado conta que em 1992 um grupo de cavaleiros saiu de Putinga, indo até Palmeiras das Missões para participar do Rodeio Internacional daquela cidade. “Lembro que no percurso paramos no rodeio de Tapera, onde passamos o final de semana, foi muita diversão com os companheiros de caminhada”, conta. No total foram oito dias de cavalgada.

Campeão de rodeios na modalidade de tiro de laço, o peão exibe com orgulho alguns dos troféus conquistados ao longo da vida. “Ganhei muito troféu, fora o dinheiro que ganhei com o rodeio” brinca.

Ex-domador de cavalo, ele mostra a marca de um acidente com cavalo xucro onde foi arrastado por vários metros preso no estribo. “Subi no cavalo e ele saiu correndo, eu caí e fui arrastado, me machuquei muito”, recorda.

Cerci Dartora conta que hoje é dono de três cavalos e é procurado por muitos jovens para aprender a laçar. “Já ensinei muitos laçadores e tenho orgulho de ensinar cada um com muito carinho e destreza”, diz.

A paixão pelo tiro de laço hoje é seguida pelos filhos homens, que participam de rodeios pelo Estado.

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