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A região precisa apostar muito mais nos jovens

Está muito claro para todos que a região toda enfrenta problemas sociais de monta e que isso se repercute em vários segmentos, notadamente na economia, onde entre dez em cada dez empresas da região estão reclamando da qualidade e da falta de mão de obra. Ao passo em que ao mesmo tempo temos muitas pessoas deixando a região alta em busca de oportunidades de trabalho em fábricas, que exigem baixa qualificação da mão de obra, casos de pessoas que partem para estudar e nunca mais regressam a terra natal. Paralela ainda a esta realidade, há os casos dos que não estudam, não desenvolvem habilidades e vivem aos trancos e barrancos, dedicando-se ao consumo de entorpecentes e aos vícios como os jogos, optando sempre pela prática de crimes como golpes, tráfico, homicídios, entre outros, o que na maioria das vezes lhes abrevia a vida ainda na juventude. Nestes casos, muitos destes indivíduos deixam de fortalecer a força da mão de obra local e engrossam a parcela de miseráveis, de não empregáveis, e quando não morrem cedo, ficam dependendo de que alguém lhe supra as necessidades, sejam familiares ou o Poder Público.

Uma das maiores riquezas de uma cidade, de um Estado e de um País é a sua força de trabalho, o motor propulsor do desenvolvimento para qualquer área. Infelizmente tem sido cultural negligenciar o atendimento, a qualificação e a orientação de crianças, adolescentes e jovens, e isso se reflete logo ali na frente, impactando na capacidade produtiva das empresas, das cidades, dos Estados e do País.

É preciso compreender que por melhor que seja o ensino médio e fundamental de uma cidade, o que na maioria dos casos das cidades da região tem muito a evoluir, é que apenas um turno e o currículo padrão não suprem as necessidades de desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens.

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Se não é possível a implantação de turno integral, é preciso pensar urgentemente em formas de oferecer qualificação e desenvolvimento, seja através de cursos, oficinas, treinamentos, eventos como palestras, workshops, presencial ou virtual, seja como for. É preciso pensar nas possibilidades de aproveitar melhor o tempo em sala de aula e aumentar a qualidade da educação oferecida.

Essa preocupação precisa ser de todos, Poder Público, famílias, escolas, entidades e empresas, é necessário um grande esforço conjunto para recuperar o tempo perdido. É preciso redirecionar os investimentos públicos e estancar gastos dispersivos e de retorno duvidoso.

De que adianta pavimentar uma quadra de rua, enquanto os jovens estão se drogando, viciados em jogos na internet ou partindo em busca de oportunidades, por falta de estimulo e oferta de alternativas de qualificação e desenvolvimento? Há um universo de inovações, tecnologias e possibilidades a serem explorados, é preciso abrir as postas para este mundo, só assim, no futuro teremos gente apta, qualificada e motivada para superar os grandes desafios mercadológicos que vem por aí!

Cada época tem suas demandas e é necessário estar sintonizado com elas. É aí que entra o papel dos líderes e governantes. Nenhum lugar do mundo tem o direito de não se modernizar e parar no tempo, porque o alto preço disso recairá sobre sua população. É por isso que inclusão social e econômica deve ser uma linha recorrente das políticas públicas. O apoio a quem estuda e quer empreender é essencial e implica num ganho comum para toda a coletividade. A juventude é uma fase áurea da vida e não pode ficar à mercê de conjunturas eventuais para se desenvolver. Ela tem que assumir seu protagonismo e isso deve começar desde já.

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