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Agricultor transforma madeira velha em obras de arte

Há mais de 50 anos o antagordense Ivonir Poletto realiza esse trabalho

Por Rosemary Piccinini

A sensibilidade de Ivonir Poletto no manejo de troncos de árvores que seriam descartados, surpreende. O agricultor antagordense transforma os fragmentos em esculturas e peças de design que chamam atenção, justamente, por valorizarem os próprios elementos naturais.

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O dom foi descoberto ainda na infância, quando o pai de Poletto, Teófilo (in memorian), por ser apaixonado pela lida com madeiras, influenciou o filho a também dar um olhar especial a elas. “Comecei a atuar com a transformação da madeira em arte aos 20 anos, ou seja, já são mais de cinco décadas”, conta ele que hoje tem 72 anos de idade.

Uma das primeiras obras de Poletto foi um vaso de flores feito com uma raiz da árvore de canela doce. “Também já fiz cinzeiros com madeira, que duvido quem faça igual”, disse ele que nasceu, cresceu e reside até hoje na comunidade de Itapuca/Anta Gorda. Casado com Maria Lourdes Zuffo, eles têm dois filhos, Igor e Tales, que adoram as peças de artesanato produzidas pelo pai.

Poletto destaca que o trabalho com a madeira é apenas uma forma de lazer, tendo em vista que, a fonte de renda da família na propriedade é o cultivo de erva-mate, nogueiras, milho, e outras culturas. “Como nossos filhos residem em outras cidades, trabalhamos eu e minha esposa. Nas horas vagas eu me dedico às esculturas, mas somente para lazer. Em 50 anos fiz muitas peças, mas não para comercializar. Eu presenteio amigos e faço para nossa família. Faço porque gosto e gosto de mostrar o meu trabalho”, ressalta ele.

E quem passa em frente à propriedade pode ver algumas das obras de Poletto. “Na minha casa tem muitas coisas que eu fiz. Eu não utilizo máquina nenhuma, apenas uma lixadeira pequena. O trabalho é todo artesanal, à mão”, enfatiza ele ao revelar que nunca fez qualquer tipo de curso para tal trabalho com a madeira. “Sou uma pessoa simples, do interior, e me sinto feliz em poder criar peças bonitas e de utilidade como mesas, aparadores, luminárias, objetos de decoração e muito mais. Também me sinto realizado quando reconhecem o meu trabalho”, disse.

Ele encerra destacando que, nunca derrubou uma árvore para poder transformá-la em arte. “Eu faço com os troncos de árvores que caíram e tudo que remete à madeira perdida. Eu não corto uma árvore para fazer isso. Na maioria das vezes são troncos apodrecidos, que já tomaram outra forma, mas consigo dar vida para eles, transformando em algo útil”, finalizou.

Poletto exibe algumas de suas obras

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