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Ao contrário do que se acredita, o cigarro eletrônico faz mal à saúde

Na tentativa de substituir o uso do cigarro, muitas pessoas têm aderido ao cigarro eletrônico, frequentemente chamado de vape

Por Fabiana Borelli

O consumo do cigarro eletrônico está crescendo entre os jovens e adultos, ainda que a comercialização e a importação deste produto sejam proibidas no Brasil. Afinal, seu uso também gera prejuízos à saúde.

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De acordo com especialistas, o cigarro eletrônico não serve como substituto ao cigarro normal, pois existem essências que abastecem os vaporizadores que são consideradas produtos de tabaco, cuja diferença principal é que a nicotina é ofertada através da vaporização, por meio da sua diluição em uma substância chamada propilenoglicol. Já no cigarro, a nicotina é oferecida através da combustão do tabaco e, junto, entra uma série de substâncias.

O vape tem ainda uma série de substâncias em sua composição que fazem mal à saúde. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são substâncias tóxicas e irritantes, que podem provocar dermatite e enfisema pulmonar, além de câncer e problemas cardiovasculares. Ou seja, a diminuição do odor e a adição de sabores não diminuem os graves riscos que o cigarro eletrônico gera para a saúde.

Além disso, segundo um estudo elaborado pelo INCA e pelo Ministério da Saúde, existe o risco de o cigarro eletrônico explodir durante o uso, causando danos físicos e materiais. Casos assim já foram documentados e parecem estar relacionados a problemas nas baterias dos dispositivos.

 

Associação Médica Brasileira (AMB)

A AMB, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), têm se unido em torno da proibição do comércio dos cigarros eletrônicos. Essas entidades alertaram a Anvisa sobre os prejuízos desses aparelhso e têm lutado contra a informação falsa dos fabricantes, que afirmam que o cigarro eletrônico é a alternativa mais saudável ao cigarro convencional.

Possíveis danos à saúde

O médico Raikov Carvajal Esquivel, que atua em Itapuca, fala sobre os danos que podem ser causados para saúde com o uso do vape. “O cigarro eletrônico vem sendo usado mundo a fora e no Brasil há algum tempo, mesmo sendo proibido pela Anvisa.  Temos estudos da Sociedade Brasileira de Tisiologia e Pneumologia dizendo que traz doenças como bronquite, enfisema, doença pulmonar obstrutiva crônica e como resultado aumento de doenças cardiovasculares também”.

Ele finaliza: “Teoricamente o vape seria para mitigar o efeito do cigarro convencional e por tanto, diminuir os danos que eles provocam, mas na prática parece que não é assim. Na sua composição seria para ter menos substâncias tóxicas que desencadeiem os efeitos e as consequências do cigarro convencional. Ainda faltam estudos, mas está claro que eles também causam malefícios à saúde”.

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