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Aumento dos preços dificulta ainda mais o trabalho do agricultor

Luciano Daros faz conserto de máquinas agrícolas e colheita de safra terceirizada

Por Manoela Alves

A safra da soja de 2021/2022 foi de grande frustação para os produtores de toda a região, além da estiagem que impossibilitou a colheita de uma grande produção, houve também o aumento no valor dos insumos, de peças de reposição para máquinas e acréscimo no óleo diesel.

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Luciano Daros, proprietário da Mecânica Daros, em Nova Alvorada, fala que este ano tudo foi mais complicado, desde conseguir peças de reposição para maquinários que estragaram, até para realizar seu outro trabalho de auxílio na safra para terceiros.

“A área plantada é a mesma do ano passado, o que mudou foi a quantia colhida, em locais não chegou a 10 sacas por hectare, enquanto outras o máximo chegou a 30. A média para o produtor ficou abaixo do esperado, mas deixar o grão na lavoura não tem como”, explica.

Até mesmo a cobrança do serviço prestado precisou ser diferenciada este ano. “Nós podemos acertar o preço cobrado pelo serviço por área plantada, por hora ou um valor fechado, mas este ano não dava para cobrar o preço integral, afinal ninguém estava colhendo a safra cheia. Além de tudo isso, o gasto com o diesel foi muito maior”, esclarece.

Ânimo para as safras de inverno

O que tem dado uma esperança aos produtores de Nova Alvorada e região são as safras de inverno, que começam a ser plantadas no mês de junho, como o trigo, cevada e canola.

“A expectativa este ano é que o trigo se saia bem, como o ano passado, para que ao menos o prejuízo da soja seja amenizado. O preço está bom, talvez caia um pouco na época da venda, mas que não haja nenhuma frustração muito grande. A vida do produtor é essa, sempre esperar que a próxima safra seja melhor”, exclama.

E continua: “Estamos com falta de peças no mercado e alguns atrasos nas entregas, a sorte que este ano não quebraram tantas máquinas, mesmo assim, sabemos que os preços estão cada vez subindo mais, toda semana o orçamento de peças muda. Nós vamos nos adaptando, não dá para repassar tudo ao produtor ou cliente, neste momento é preciso se ajudar também”, finaliza.

 

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