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Cadê a água? Moradores da Linha Contini buscam respostas

Após a perfuração frustrada de um poço artesiano no mês de março, a comunidade anseia que o problema de escassez de água seja resolvido

Por Rosemary Piccinini

Água? Que nada. O tempo passa, o verão está há pouco mais de seis meses, e a comunidade de Linha Contini ainda vê distante a solução da problemática que a afeta há muito tempo: a escassez de água em épocas de estiagem.

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Relembre

Em maio do ano passado, o prefeito de Anta Gorda, Francisco Frighetto, anunciava que era necessária a liberação, por parte da Funasa, para a perfuração de um novo poço artesiano na comunidade de Linha Contini, sendo que o já existente não supria mais as necessidades das 15 famílias moradoras. Na época, o Executivo divulgou ainda que, além da Funasa, outro projeto estava em andamento e aguardava liberação, este do governo do Estado por meio da Secretaria de Agricultura.

Longos meses se passaram onde as famílias da comunidade necessitavam de “caridade” do Poder Público (que enviava água da hidráulica municipal), para poder sanar suas necessidades diárias como tomar água, fazer comida, tomar banho, e com o pouco que sobrava tentar salvar os animais. Além do mais, plantações foram perdidas quase que em sua totalidade em razão da grande estiagem.

Foram meses de angústia, incertezas e dor, até que finalmente iniciou-se o período chuvoso, trazendo um ar de esperança à comunidade. E foi então que, o Poder Executivo (mesmo inserindo a obra no Projeto Lei onde os vereadores autorizaram a contratação de financiamento de R$ 3,5 milhões) decidiu que seria possível, sim, perfurar o poço com recursos próprios. Porém, mesmo com o estudo da área por meio de geólogo, a perfuração não surtiu o efeito que todos esperavam, e a água não jorrou.

Da fonte de recurso livre da Administração Municipal, foram investidos, conforme dados do Portal da Transparência: R$ 4 mil em estudo de identificação de local para perfuração do poço, por meio de imagens de satélite, cartas do Exército e trabalho de campo e elaboração de termo de referência para a contratação da perfuração a fim de identificar o local mais adequado; R$ 14.064 para a aquisição de bomba submersa trifásica para a manutenção do poço; R$ 457,94 para compra de demais materiais necessários como válvulas e outros; e R$ 25,5 mil para a perfuração do poço, compra de tubo, laje de proteção sanitária, teste de verticalidade e alinhamento do poço, ensaio de bombeamento, coleta e análise física, química e bacteriológica, desinfecção do poço, relatório técnico e outros.

A perfuração do poço foi realizada entre os dias 17 e 18 de março. Na época a Administração Municipal teria contratado na licitação a perfuração de 200 metros de profundidade, pois achava que com 150 metros escavados já seria possível encontrar água. Porém, chegaram a perfurar até 228 metros, e não houve a vasão necessária.

 

Como está a situação

Sem uma solução concreta, a busca por respostas continua. Tanto que, na sessão ordinária que ocorre segunda-feira, 13 de junho, o vereador Estevão Cauzzi deve apresentar um Pedido de Informação ao Poder Executivo se foi obedecido o estudo técnico do poço artesiano perfurado, quais passos foram dados e quais serão os próximos para solucionar o problema da comunidade.

“O problema é que, no verão, sempre falta água, e água é vida. Eu disse desde o início que precisávamos nos antecipar, tanto que essa obra não foi feita com financiamento e sim com Recurso Livre, o que poderia ter sido feito antes. Agora a questão é solucionar isso o quanto antes”, considerou o vereador.

Um dos moradores da comunidade, Roberto Ramos, relata que na última semana esteve na prefeitura para saber como está andando o processo, porém pediram apenas para aguardar.

Outro morador, Mauro Lui, afirma que a Administração Municipal continua enviando água para a Linha Contini. “A comunidade continua se servindo da água do município como no período de estiagem. Eu, quando fiquei apavorado no mês de janeiro, pois não chovia e não tinha mais água no rio e nem na fonte, tive que perfurar por conta própria um poço particular, pois não podia deixar meu gado, que é minha fonte de renda, morrer de sede. Perfurei 200 metros que resultou em 4,5 mil litros de água por hora, o que dá para abastecer todo o meu rebanho tranquilamente. Em relação ao poço comunitário perfurado pela Administração Municipal, acredito que tenha água subterrânea, mas ela deva estar localizada em outro ponto”, disse.

 

Contraponto

A Administração Pública de Anta Gorda afirmou que está realizando orçamentos para fazer uma nova licitação, conforme nota, tem outro poço, porém, se der certo, sairá muito melhor do que o esperado.

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