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Crise na suinocultura afeta associação São Cristóvão

Grupo conta com dez associados e 1000 matrizes

 

Por Oneide M. Duarte

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A crise enfrentada pelo setor suinocultor tem preocupado criadores e associações de toda a região.  Mesmo com o recente crescimento da produção de suínos e o salto de oferta ocorrido de 2019 a 2021, puxado pelo aumento da demanda chinesa, o Brasil agora vive uma crise no setor.

Para o presidente da Associação São Cristóvão de Criadores de Suínos de Putinga,  Laurindo Azolini, que atualmente conta com dez associados e sete funcionários, e está localizada em Linha Xarqueada, a situação é crítica, porém o grupo ainda está conseguindo fazer o giro financeiro.

A associação, que existe desde 1993 e desde então conta com o mesmo número de associados, não pode perder ou adicionar novos integrantes em função contratos assinados, porém o presidente concorda que em função do cenário, alguns associados já pensaram em desistir do acordo.

“É uma situação difícil, pois para conseguir manter a associação e honrar com nossos compromissos, nós estamos puxando dinheiro do nosso bolso”, diz o presidente.

Azolini lamenta as mudanças impostas recentemente pela Dália Alimentos aos criadores. “A Dália tirou o comodato da gente, e tirando o comodato e mandando as leitoas à vista não se tem condições de pagar todas elas, por isso financiamos, e aquelas matrizes descartadas irão gerar caixa para nós, então vamos nos defender com essas matrizes descartadas que gerarão recursos para o caixa da associação”, diz o presidente.

“Essa mudança nos atrapalhou muito, pois antes nós tínhamos direito de fazer 52 partos por mês, mas como a cooperativa se pegou numa situação crítica, ela reduziu 100 matrizes da associação, e essas 100 matrizes eram as que nos davam leitões para vender e fazer caixa”, lamenta.

“Além disso, tem o preço da ração que subiu muito, e a cooperativa chegou a mandar leitoas vazias, e as vazias temos que vacinar três vezes e ainda temos que segurar até 60 dias antes de cobrir elas, e isso é prejuízo, pois estão aí comendo ração. Antes a cooperativa mandava as porcas cobertas e agora estão vindo vazias, acarretando em mais prejuízos para nós”, observa.

Sobre o descarte de matrizes, Azolini explica o funcionamento. “O descarte das matrizes é quando não se cobre mais elas, são animais mais velhos que acabam produzindo menos leitões de qualidade. As matrizes ficam de cinco a seis partos no condomínio, totalizando em média, de três a quatro anos aqui”.

Redução do plantão

Uma das medidas a serem adotadas será o corte de gastos com a redução do plantel. “Hoje, na associação são pouco mais de mil matrizes. Nós iremos diminuir um pouco o plantel para conseguir fazer o giro financeiro”, projeta.

 

Luz no fim do túnel

Porém, nem tudo está perdido. O presidente projeta mudanças no cenário nos próximos meses. “De agora em diante vamos melhorar, porque eles nos entregaram bastante leitoas cobertas e essas leitoas cobertas em breve estarão produzindo, gerando lucro para a associação”, comemora.

Legenda Condomínio abriga pouco mais de mil matrizes

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