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Municípios da região se destacam positivamente no Previne Brasil

Ranking do programa mostra Anta Gorda e Fontoura Xavier entre as 50 melhores notas no Estado

Por Fabiana Borelli

O programa Previne Brasil foi instituído em 2019 pelo Ministério da Saúde, para calcular os recursos da Saúde que são repassados para os Municípios. Esses recursos passaram a ser distribuídos com base em quatro critérios: capitação ponderada, pagamento por desempenho, incentivo para ações estratégicas e incentivo financeiro com base em critério populacional.

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Mas devido a pandemia da Covid-19, apenas em 2022 o Ministério da Saúde começou a fazer o pagamento por desempenho do Previne Brasil, com base nos resultados alcançados por cada município brasileiro. No total, são avaliados sete indicadores de pré-natal, saúde da mulher, saúde da criança e doenças crônicas.

São analisados os atendimentos nos seguintes indicadores: proporção de gestantes com pelo menos seis consultas pré-natal realizadas, proporção de gestantes com exames de sífilis e HIV realizados, proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado, proporção de mulheres com coleta de citopatológico na APS, proporção de crianças de um ano de idade vacinadas, proporção de pessoas com hipertensão, com consulta e pressão arterial aferida no semestre, proporção de pessoas com diabetes, com consulta e hemoglobina glicada solicitada no semestre.

Destaques positivos

Para que o Município tenha um bom desempenho esses indicadores têm que ser observados, e haver uma estratégia para que os atendimentos sejam realizados. Além disso é imprescindível que os cadastros estejam atualizados e o sistema alimentado com os dados dos atendimentos.

Um município exemplo de evolução no Previne Brasil é Fontoura Xavier, que em um ano e meio aproximadamente saiu de uma nota de 1,85 para 8,17. O secretário de Saúde do município, Eduardo Souza Santos, explica o que foi feito para essa melhora. “Quando assumimos a Secretaria no primeiro quadrimestre de 2021, a nossa nota era 1,85, agora, no primeiro quadrimestre de 2022 ela passou para 8,17. Saímos da colocação 483 aproximadamente no ranking do Estado para a 47ª posição, isso mostra que todos os esforços da equipe valeram a pena. E vale lembrar que quanto maior a nota mais recursos recebemos”.

Nos municípios de cobertura do Eco Regional a melhor colocação no ranking no Estado é de Anta Gorda, que está em 36º lugar. Fontoura Xavier está em 47º lugar, destacando-se ainda os municípios de Doutor Ricardo, Itapuca, Nova Alvorada e Putinga, que estão entre os 120 municípios no ranking.

O Eco Regional entrou em contato com a secretária de Saúde de Anta Gorda Andreia Frighetto e enviou perguntas para entender como o município chegou a esse resultado positivo. Inicialmente ela afirmou que responderia, mas até o fechamento da edição, apesar dos contatos solicitando as repostas, elas não foram enviadas.

Perguntas feitas à secretária:

  1. Anta Gorda está em 36ª lugar no ranking do Estado no Previne Brasil, sendo a maior nota da região. Quais as estratégias usadas pela equipe para chegar a esse resultado?
  2. Dos quadrimestres anteriores houve evolução, ou a nota se mantém estável?
  3. Qual a importância para o município em ter uma nota alta como a de vocês?
Anta Gorda está em 36º lugar no ranking do Estado

Menores notas

Os municípios de Camargo, Arvorezinha e Ilópolis estão com as menores notas entre os nove municípios, com o 360º, 436º, 469º lugares respectivamente.

A nota baixa não significa que o Município não preste o atendimento, podendo ser uma falha na informação que é passada para o sistema. Esse, de acordo com a secretária de Saúde de Ilópolis, Ana Carpa Ecker, é o motivo da colocação do município no ranking do Estado.

“Levando em consideração os itens do Previne Brasil, nós não atingimos os objetivos, sabemos que realmente a posição é baixa. Porém, os atendimentos ocorrem normalmente, nenhuma gestante fica sem a consulta de pré-natal, nem os exames, assim como o atendimento odontológico, temos dois dentistas na Unidade de Saúde que atende a todos. Da mesma forma todos os outros itens são observados. Eu creio que esses dados não foram corretamente registrados no sistema”.

Ela continua afirmando: “Todo esse trabalho a equipe está fazendo,  vamos rever a maneira que as informações estão sendo alimentadas no cadastro do Previne Brasil,  pois  deve ter acontecido alguma coisa,  que não foi feita da maneira correta, porque todos esses atendimentos de acordo com os sete itens que são obrigatórios do Previne Brasil a unidade está fazendo”.

Secretária de Saúde Ana Capra Ecker afirma que a colocação do município se deve a erro em informação

Alta demanda

Ana fala também da dificuldade que está enfrentando devido a alta da demanda de pacientes. “Mas o que eu quero colocar para os munícipes de Ilópolis é que a Unidade de Saúde está com uma demanda muito grande. O SUS está sobrecarregado. E nós, a todo momento, recebemos pessoas de outros municípios e com os problemas graves. Então, em alguns dias não estamos conseguindo realmente atender toda a demanda de consultas do dia, e não adianta nós querer pegar mais demanda, o médico atender em dez, 15 minutos um paciente e não resolver o problema do paciente e este ter que voltar no dia seguinte à Unidade de Saúde”.

Ela continua falando sobre a falta de médicos na Unidade de Saúde. “Nós estamos só com o médico dos Mais Médicos. A outra médica dos Mais Médicos está em férias e após ela não vai retornar ela, inclusive já foi com a mudança de volta para Bahia. Só que para nós é uma preocupação, porque ela não está liberando essa vaga. Nós da Secretaria não temos como liberar vaga é somente ela que pode, para que possamos solicitar mais um médico”, diz.

A secretária ressalta que uma nova médica está atendendo de forma emergencial. “Conseguimos em caráter de urgência uma médica 20h para tentar suprir a demanda. Mas a demanda é grande, as pessoas tem que ter paciência. Tem turnos que nós não estamos conseguindo atender todos porque não adianta atender mal”.

Quanto aos novos moradores, Ana esclarece que há um protocolo a ser seguido antes de receberem atendimento. “As pessoas que estão chegando no nosso município há poucos dias e querem ser atendidas, nós temos todo um trabalho aonde as agentes de saúde têm que passar nas casas, pegar documentação, fazer a confirmação se a pessoa está realmente morando. Temos de 30 a 60 dias para fazer esses cadastros. Por isso não adianta a pessoa dizer, estou morando aqui há dois dias, uma semana, tem que aguardar a agente de saúde passar na residência, fazer o cadastro, para depois passar para a Unidade”.

Ela salienta: “Com essa demanda que temos agora está bem difícil poder fazer um bom atendimento, fazer todos os registros necessários, porque não é só o paciente chegar na Unidade e ser atendido, tem por trás toda uma parte burocrática, de atendimento e registro”.

A secretária conclui pedindo que os pacientes sigam o tratamento para depois retornar para outa consulta. “Outra coisa que a gente pede, no momento que a pessoa consulta e tem a o tratamento, ela tem que fazer o tratamento para depois retornar à consulta. Não está sendo consultada a mesma pessoa várias vezes no mês. É uma consulta e mais uma reconsulta. Estamos com a triagem trabalhando bastante em cima disso, pois temos que atender a todos, e não é justo uma pessoa fazer quatro, cinco consultas no mês e outras não conseguirem nenhuma”.

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