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O amor pela leitura que ultrapassa fronteiras

O casal Demétrio Zuffo e Cecília Bortoncello Zuffo, que hoje reside em Porto Velho, Rondônia, tem como companheiro diário o Eco Regional

 

Um amor que ultrapassou até mesmo as fronteiras. Assinantes do Eco Regional desde que este foi fundado e começou a circular na cidade de Anta Gorda, em 24 de novembro de 2000, o casal Demétrio Zuffo e Cecília Bortoncello Zuffo tem o jornal como companheiro diário, fonte de informação e opção de lazer.

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“Fizemos a assinatura desde que o jornal começou a circular em Anta Gorda, porém, por aproximadamente sete anos, como moramos em outros dois municípios, Pinhal em Palmeiras da Missões, e Pato Branco no Paraná, por questões de trabalho, a assinatura ficou suspensa. Depois retornamos para Anta Gorda e novamente buscamos ser assinantes”, relata ele, que enfatiza ler e reler o jornal, que é semanal, no mínimo três vezes. “Eu gosto de tudo, mas confesso que o que mais aprecio é o Ti-ti-ti das primeiras páginas. Já minha esposa, Cecília, aprecia assuntos ligados à religião católica e aqueles referentes ao município de Anta Gorda”, acrescenta.

Após 65 anos residindo em Anta Gorda, em 2017, o casal, por motivos de saúde, mudou-se para Porto Velho, Rondônia, e levou consigo o grande companheiro, que agora percorre semanalmente 2.282 km até chegar às mãos dos leitores. “Pedi para continuar recebendo o jornal, porém agora no novo endereço, em Porto Velho”, conta ele, que no dia 17 de maio completa 97 anos de vida. Cecília tem 93.

 

69 anos juntos

No dia 16 de maio o casal completa 69 anos de união, o que também merece ser evidenciado. Do casamento eles tiveram seis filhos, que hoje estão na faixa dos 53 aos 67 anos, e na ordem de nascimento se chamam: Darci, Dirceu, Dário, Catia, Joanete e João.

“Fomos apresentados por um amigo meu, em um evento no interior de Guaporé, cidade natal da Cecília”, recorda Zuffo que ao longo da vida trabalhou em escritórios de cooperativas em Anta Gorda e municípios da região e também como autônomo no Paraná. Já Cecília sempre trabalhou com costuras, desde roupas simples até vestidos de noiva.

Atualmente o casal reside com as filhas. Uma delas, Catia, destaca: “Os maiores ensinamentos que nós, filhos, levamos deles são os princípios cristãos e a dedicação ao trabalho”, disse ao explicar: “Meus pais apenas deixaram Anta Gorda para residir em Porto Velho para serem melhor assistidos por mim e minha irmã Joanete, que também reside aqui bem próximo, principalmente em termos de saúde. O inverno rigoroso do Sul estava afetando os pulmões e eles tinham pneumonias frequentes. Assim, o saudoso médico Itacir (que atuou muitos anos em Anta Gorda) recomendou mudança de ares e como eles são meus dependentes no plano de saúde que é nacional, mas a matriz é em Porto Velho, o mais adequado foi eles virem para cá”, relata.

“Aqui, gradativamente, fomos organizando a agenda das especialidades médicas, acompanhando todos os procedimentos, inclusive o controle de medicações. Isso deu um pouco mais de qualidade de vida ao casal jubilar, haja visto que não são muitos os casais que chegam a essa faixa etária juntos”, enfatiza.

O cuidado “exagerado” durante a pandemia também foi primordial para que o casal mantivesse a vitalidade. “Foi trabalhoso, mas eu diria que nosso empenho em termos de barreira sanitária e prevenção à Covid-19 valeu a pena, pois nenhum de nós da família em Porto Velho tivemos o vírus. Meus pais já tem as quatro vacinas e os demais já chegaram à terceira dose”, comemora.

Ela relata, brevemente, um pouco da rotina dos pais. “Eles tinham criado aqui dois vínculos de amizades que ajudaram muito a matarem a saudade do Sul. Um foi na Paróquia São José Operário, aqui de Porto Velho, que tem como diferencial os padres que vêm de uma diocese do Rio Grande do Sul, falam o dialeto italiano e são muito simpáticos. O outro foi o Centro Social Municipal, dedicado à terceira idade, aonde eles iam cerca de duas vezes por semana”, disse.

Ele segue: “Lá eles tinham um grande círculo de amizades e receberam várias homenagens por serem um casal atípico. Eles chamavam a atenção, pois a maioria que aqui reside tem origens nordestinas ou do Norte, e os sulistas, por serem muito brancos, são chamados de galegos”, pontua. “Meu pai, até representou a terceira idade em mesa de abertura de eventos, como a Conferência Municipal da Terceira Idade, e a alegria foi geral, porém, a pandemia fez eles ficarem bem mais reclusos e hoje as opções de lazer deles são televisão, telefone e o jornal para saberem das notícias e passar um pouco o tempo”, encerra.

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