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O direito à educação e à informação sonegados

Os dois, tanto o direito à educação como o à informação, estão sendo negados e para isso usa-se a desculpa de que é preciso preservar as escolas.

E o direito do cidadão de saber qual é a qualidade da escola onde ele está colocando o seu filho estudar onde fica? Como está o desempenho em cada disciplina em cada escola? Como foi a avaliação de cada aluno que participou da pesquisa realizada pelo Estado? Quantos alunos foram avaliados e em que condições?

O cidadão que paga seus impostos, paga para que a escola pública funcione e também pagou pela realização da pesquisa feita pela Secretaria Estadual da Educação, que fez a pesquisa e anunciou que o resultado é uma verdadeira catástrofe não tem o direito a conhecer melhor a situação? Mas agora, as Coordenadorias de Educação da região se negam a fornecer as informações específicas de cada escola da região para a imprensa, com a justificativa de que tem que proteger as escolas.

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Se justifica também que toda a causa da catástrofe foi a pandemia, o que na verdade todos sabem que não foi só isso, e não adianta colocar a carga toda na pandemia, o problema já vinha de muito tempo antes, e é claro, se agravou muito agora. Muito menos na falta de acesso à tecnologia. Afinal está mais do que visto que crianças de praticamente todas as classes sociais têm acesso a celulares para assistir vídeos e jogar. E que o atraso na educação não está concentrado só nas crianças que enfrentam problemas de vulnerabilidade, antes fosse, o problema seria bem menor.

É hora de colocar o preto no branco, jogar limpo com a sociedade, falar a verdade. Sim, há sim muitos problemas, entre os quais a omissão dos pais e também a falta de comprometimento de professores e alunos, e para este tipo de problema, não há ‘Aprende Mais’ que resolva. É preciso botar os pingos nos ‘is’.

Nesta edição nos propomos a fazer uma avaliação de como está a região com relação ao Estado, mostrar a situação de cada escola e enfatizar suas peculiaridades, porém, nosso trabalho ficou comprometido, uma vez que foram nos sonegadas as informações. A resposta que recebemos foi: ‘graças a Deus ficamos na média do estado’! Mas que graça? Se a média é uma desgraça?

E quando ninguém explica mais nada, não tem graça. Este é o jeito mais fácil de fazer de conta que faz e não fazer nada. Quando ninguém consegue identificar o foco do problema, nem pagando se resolve alguma coisa.

Será que a educação pública no RS vai melhorar? A sociedade segue às cegas com relação ao trabalho realizado e ao desempenho de cada aluno e escola.

Além dos pífios resultados da pesquisa, chama muito a atenção a postura, logo de órgãos ligados a educação, que deveriam ser os primeiros a zelar pela transparência e pela atenção aos direitos do cidadão como forma de dar o exemplo. Tudo indica que os problemas com a qualidade da educação vão muito além do básico português e matemática, e que talvez o problema não esteja somente nos alunos.

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