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O que estamos fazendo pela erva-mate?

Uma série de fatores afeta o mercado interno, o consumo cai e nós fazemos o quê? Reclamamos, lamentamos e esperamos que chova logo ou que o inverno chegue para ver se o consumo aumenta. Porém, nossas atitudes não vão muito além disso, por isso seguimos com nossas dificuldades.

Nesta semana, Arvorezinha homenageou um de seus grandes líderes e pioneiros, o ex-prefeito Darcy Domingos Pompermayer. No evento, foi-lhe entregue uma placa e exibido o 1º episódio do documentário “A saga do pioneirismo do setor ervateiro”, no qual a vida e as principais realizações de Darcy são relatadas com ênfase para o seu legado deixado ao setor ervateiro.

Importante de ser assistido, o episódio está disponível na página oficial do projeto “A saga do Pioneirismo do Setor Ervateiro”, no facebook e no canal do youtube.

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Chama atenção, no episódio, a visão de Darcy, que há mais de 50 anos não media esforços para incentivar o plantio de erva-mate, orientar os produtores, promover o consumo e a valorização da planta. Não obstante tudo isso, ele ainda promoveu, em 1971, a primeira Festa do Mate, que buscava valorizar essa cultura. Naquela época, com muito menos alterativas de informação, muito menos recursos, e em um momento em que o setor ervateiro não tinha a força e a pujança que tem hoje, Pompermayer já sabia o que deveria fazer e qual era o seu papel enquanto líder de um povo que precisa de um norte para seguir com segurança.

Uma das características indispensáveis de um grande líder é a sua capacidade de ter perspectivas futuras para que possa se direcionar, com segurança, para um caminho de virtudes e de prosperidade. Isso distingue a liderança de qualquer outra coisa.

Do Rio Grande do Sul e da nossa região, assistimos hoje, em condição de inércia, estados como o Paraná investindo muito no fomento da erva-mate e seus derivados, desde o plantio e o manejo, até sua comercialização no mercado interno e externo. Enquanto isso, o RS e a região cogitam ações que até agora pouco saíram do campo das ideias.

O que o Ibramate e os recursos destinados a ele fazem para promover o desenvolvimento do setor?

Essa é uma questão difícil de ser respondida, pois são inúmeras as entidades vinculadas ao setor que não conseguem convergir para trabalharem em prol do seu desenvolvimento.

Faltam também, às Administrações dos municípios produtores e ao Estado do RS, políticas públicas que estimulem o desenvolvimento do setor ervateiro.

Para se ter uma ideia, neste semestre o Paraná está levando a erva-mate produzida no estado para ser exposta em feiras no Canadá e nos Estados Unidos, feito que está sendo realizado por meio de um programa estadual de estímulo às vocações regionais. Através desse programa, os empreendedores têm acesso a oficinas de qualificação e desenvolvimento de novos produtos, além, é claro, de exportação, para que aprendam a atuar no mercado externo.

Nos últimos tempos, a região serviu de celeiro para a Argentina, que apesar da queda de produção de seus ervais, continuou vendendo no mercado externo e comprava a erva cancheada daqui para revender em dólar ou euros no exterior. Agora, a previsão é de que o mesmo possa acontecer com o Paraná, que pode estar a um passo de inverter a lógica, pois quando sempre foi fornecedor da região, agora passará a ser comprador, e isso poderá fomentar o preço da erva-mate in natura ou cancheada.

Nada acontece por acaso. É preciso plantar para colher, é preciso sair do campo das ideias para poder chegar ao campo das realizações. Estamos sob a pena de a região ser obrigada a pagar um alto preço pelo atraso em que se encontra. Quem não puxa o timão do progresso, é arrastado por ele.

 

 

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