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PIM promove desenvolvimento infantil

Em Fontoura Xavier está sendo realizado o programa Primeira Infância Melhor (PIM). O projeto consiste no apoio às famílias, a partir de sua cultura e experiências, na promoção do desenvolvimento integral das crianças, desde a gestação até os seis anos de idade. É um programa que visa à interação entre as Secretarias da Saúde, da Educação e da Assistência Social. Cada Secretaria nomeia seu representante que compõe o Grupo Técnico Municipal (GTM).

Atualmente, a coordenadora deste projeto é a professora pedagoga Vanusa Fátima da Rosa Cossa, ela coordena o programa em parceria com a Secretaria de Assistência Social. A coordenadora afirma que o PIM é essencial para o desenvolvimento das crianças. “É um trabalho muito gratificante, pois eu consigo trabalhar muito com a questão da educação como o próprio programa diz, proporcionando uma infância melhor para as crianças. E eu acho que esse assunto extremamente importante, principalmente pela época da pandemia” destaca.

Ela também fala sobre as pessoas que também fazem parte deste projeto como a professora Joselice Pedroso de Moraes e a enfermeira Daiane Mocelin, na parte da Saúde. “A Daiane faz parte do GTM, representando a Saúde. Ela tem nos auxiliado na questão das carteiras de vacinação, vacinação das crianças, e as vacinações dos visitadores. Ela faz esse acompanhamento na parte da Saúde, e quando é detectado algo que não está bem ela se responsabiliza para juntamente conosco atender as necessidades das famílias. Da mesma forma, a professora Joselice faz uma ponte com as famílias e crianças na parte da educação”, cita.

Realização do projeto

Hoje o PIM em Fontoura Xavier conta com cinco visitadores que acompanham os vínculos familiares das crianças e realizam ações para aproxima-las das famílias. A coordenadora enfatiza que este é o eixo principal do projeto, e que também são trabalhadas avaliações semanalmente. “O GTM decidiu que onde tivesse mais crianças e pessoas carentes da comunidade seriam os primeiros a serem atendidos pelo PIM. É realizado todo um acompanhamento e encaminhamento quando necessário, então vemos a parte de como está a educação destas crianças. Aos quatro anos elas devem estar matriculadas, e assim analisamos como está o desenvolvimento intelectual, emocional, afetivo, social e os laços com a família” destaca.

O programa se iniciou no mês de abril e tinha 46 crianças, após isso saíram seis alunos, pois completaram a idade máxima que o programa aceita. Atualmente são 68 crianças e a meta do programa é chegar a 120 crianças atendidas.

Vanusa aponta quais pontos são trabalhados e observados nas crianças visitadas pelos agentes. “Acompanhamos o peso da criança, altura e todas as habilidades necessárias, através de atividades que os visitadores desenvolvem quando realizam a visita. As informações coletadas são realizadas periodicamente, e assim estes dados são estudados pelo grupo da saúde, educação e da assistência”, relata.

Formação

Os visitadores passaram por uma formação ministrada pelo GTM e Vanusa salienta que as orientações irão facilitar o trabalho e a análise feita durante as visitas. “Semana passada recebi uma criança que o visitador estava aplicando as atividades e ficou em dúvida se a criança poderia ter um problema de visão e desnutrição. Então, essas formações proporcionam mais conhecimentos para que os visitadores possam fazer uma melhor análise da situação das crianças e das famílias. Em casos assim conversamos com a família, para fazermos um encaminhamento para os agentes de saúde específicos”, acrescenta.

Vanusa continua: “As crianças que têm alguma doença contínua ou que precisam ser levadas ao médico para algum acompanhamento, nós proporcionamos uma rede de apoio em conjunto com sua família”.

Ela afirma que nas demais situações é somente acompanhado o desenvolvimento pleno destas crianças. “A realidade é que nosso município é muito grande e eu gostaria de ter mais um visitador para uma outra comunidade. No momento estamos atendendo a Vila Candinha, Picada Casagrande, Ponte Tigela, Vila Vaz, Vila Paulina, Britador, Picada Taquari e Picada Rosa. Que são as regiões que tem o maior número de crianças em situação de mais vulnerabilidade econômica e social, e conforme a gente fez o levantamento eu senti que tinha uma grande necessidade de um visitador lá no São Roque do Avipal”, diz.

A pedagoga menciona que visitas são quinzenais e geralmente realizadas nas sextas-feiras. “É onde compartilhamos todas as informações que foram coletadas. Assim detectamos quais são as necessidades necessárias que levaremos em pauta, para que possamos fazer uma análise. Trocando ideias sobre as solicitações e encaminhamentos necessários, as gestantes são encaminhadas aos trabalhos do CRAS, também verificamos se as carteirinhas infantis do SUS estão em atraso, inclusão das crianças no Bolsa Família, o número do NIS das crianças e das famílias. Então, tudo isso o visitador acompanha junto a famílias e as atividades que são passadas para a criança“, cita.

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