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Tomada de decisão resulta em sucessão familiar na Linha Quinta

Família Dalla Vecchia investiu em um novo pavilhão para ampliar o plantel de gado de leiteiro e incentivar os filhos a permanecerem na propriedade

Por Rosemary Piccinini

O amor pelos animais e pela lida do campo; a terra como ferramenta de trabalho, de transformação e modo de vida; e a propriedade rural representando muito mais que uma fonte de renda, uma herança de família que se mantém e que evolui com as transformações da sociedade.

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Contudo, o trabalho no campo tem seus desafios e um deles é o da sucessão familiar. Os principais fatores identificados, que faz com que os jovens deixem as propriedades são: dificuldade em obtenção de terra, ausência de incentivo por parte dos pais, comparação entre o urbano e o rural, busca por estudo e expectativa profissional. Ao afastar os filhos das atividades, os produtores não os preparam para administrar a propriedade e os desencorajam a perceber viabilidade na vida no meio rural.

Preocupado com tal situação, o casal Dirceu e Ivete Dalla Vecchia, morador há 50 anos da comunidade de Linha Quinta, em Anta Gorda, optou por investir na propriedade, mesmo diante de uma crise mundial. “Alguns nos chamaram de loucos, mas atendemos ao pedido dos nossos dois filhos”, diz Dirceu, que contava com oito vacas de leite, suínos e plantação de milho para silagem.

 

O investimento

De acordo com ele, a iniciativa de ampliar as atividades no meio rural surgiu dos dois únicos filhos do casal, Tiago, de 32 anos, e Bruna, de 25 anos. “Nos falaram que desejavam investir na propriedade. No início eu até sugeri para investirem mais nos suínos, mas disseram que não gostavam e então buscaram orçamentos para ampliar a atividade leiteira”, relata.

Após tomada a decisão, o investimento foi iniciado. “Ampliamos o plantel de oito para 20 vacas de leite, sendo que temos capacidade para mais dez no novo pavilhão construído. Uma parte do valor financiamos e uma parte tivemos que puxar do bolso. A obra foi iniciada em novembro de 2020, e concluída em julho do ano passado”, salienta Dirceu.

Ele revela que toda a família trabalha unida. “Nosso filho Tiago conta com o auxílio da esposa Aline, e a nossa filha Bruna conta com o auxílio do esposo Mauro. Até nossa netinha, Ana Carolina, de apenas sete anos, filha da Bruna e do Mauro, também já busca ajudar. Ela chega da escola e quer alimentar os animais”, disse.

A matriarca da família, Ivete, manifesta a alegria de ter os filhos tocando a atividade que ela e o esposo iniciaram. “É um orgulho para nós ver eles tocarem o que a gente começou. Nossos filhos estão valorizando o nosso trabalho e tudo o que já construímos até agora. Sempre damos graças a Deus por ter nossos filhos aqui, não apenas trabalhando, mas morando ao nosso lado”, enfatizou. “Sabemos que nenhum trabalho é fácil, mas ao menos no interior nunca morreremos de fome. Vamos sempre nos virando, e quando não tem um lado, tiramos do outro, por isso também a importância da diversificação na propriedade”, concluiu.

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