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Atendimentos feitos pelo Samu somam 550 em 2019

Coordenadora, Raquel Porsche, explica o passo a passo dos atendimentos e ressalta a importância do trabalho prestado à população

Presente no município desde 2011, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem amparado a população de Arvorezinha e região auxiliando tanto em atendimentos domiciliares quanto em acidentes das mais variadas naturezas. Um trabalho sério e comprometido que precisa ser valorizado.

Formada por 11 profissionais, aptos pela regulação estadual e com currículos pré-aprovados e cursos específicos na área de urgência e emergência, a equipe conta cinco técnicos de Enfermagem, cinco condutores socorristas e uma enfermeira responsável técnica. Duas ambulâncias são utilizadas para os atendimentos sendo que uma fica sempre como reserva técnica para qualquer necessidade. “O Samu é na verdade uma ambulância completa, todo o material necessário para um pronto atendimento. Além disto intermedia, por meio da Central de Regulação Médica das Urgências, as transferências inter-hospitalares de pacientes graves, promovendo a ativação das equipes apropriadas e a transferência do paciente. Essa ambulância é a UTI móvel que tem a base em Lajeado”, explica a coordenadora do Samu Vale do Taquari, Raquel Porsche.

Em 2019, segundo Raquel, o Samu realizou 550 atendimentos nos municípios de Ilópolis, Itapuca, Putinga, Anta Gorda e Arvorezinha. “O Samu tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter acontecido alguma situação de urgência ou emergência que possa levar a sofrimento, a sequelas ou mesmo à morte. São urgências/situações de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras”, conta. “O Samu só não presta o atendimento quando é acionado quando o médico regulador não autoriza a saída da ambulância pela classificação da gravidade, quando realmente não se trata de urgência e emergência”, acrescenta.

Conforme Raquel, enquanto o Samu se desloca até o local da urgência/emergência, o médico regulador passa as orientações enquanto libera a ambulância. “Ele orienta como acomodar o paciente e como proceder principalmente em casos extremos como parada cardíaca ou engasgo, já iniciando as manobras de emergência”, conta.

A única forma de acionar o Samu é ligando no 192, enfatiza Raquel. “Dependemos sempre da autorização do médico da regulação de Porto Alegre para sair, o tempo varia do horário do chamado ou a quantidade de profissionais que estão atendendo a regulação”, frisa.

De acordo com Raquel, é errada a atitude que muitas pessoas tomam, diante de uma situação grave, em conduzirem elas mesmas, às vítimas ao hospital. “Todas as técnicas de remoção e transporte de vítimas estão baseadas na estabilização de toda a coluna vertebral da vítima durante todo o procedimento. Tem que ser verificada também a situação de saúde da vítima. De acordo com este princípio o socorrista deverá empregar a técnica adequada, pois em vítimas graves o tempo já é um fator determinante de sobrevida, utilizando assim a técnica de remoção e imobilização mais rápida. Cada maneira é compatível com o tipo de situação em que o acidentado se encontra e as circunstâncias gerais do acidente. Antes de providenciar a remoção da vítima tem que controlar a hemorragia caso necessário. Manter a respiração. Imobilizar todos os pontos suspeitos de fraturas. Evitar ou controlar o estado de choque. Assim sendo, levando por meios próprios pode-se agravar a situação do paciente, aumentando o risco de sequelas ou até mesmo colocar em risco a vida dessa pessoa”, destaca.

Raquel ainda ressalta a importância da pessoa aguardar o final do atendimento telefônico e não desligar. “É muito importante qualquer solicitação de atendimento aguardar até o médico confirmar a liberação da ambulância. Se não aguardar por essa liberação o atendimento é cancelado”, enfatiza.

A técnica em Enfermagem, Vanessa Gonzatti, que atua na equipe do Samu de Arvorezinha desde o início, enaltece que o grupo está sempre apto para melhor atender a todos com agilidade e qualidade no serviço. “O nosso trabalho vai além da parte técnica. Lidamos também com a parte humana, tentando sempre se colocar no lugar do próximo para agir da melhor forma possível. Tenho orgulho em fazer parte da família Samu, mesmo em meio à tantas dificuldades enfrentadas no dia a dia”, pontua.

 

Samu não é brincadeira

A coordenadora faz um alerta aos maus intencionados que por muitas vezes acabam passando trotes na equipe do Samu. “A ação criminosa que é praticada por adultos e crianças gera consequências ao atendimento do Samu 192. O trote é percebido quando chegamos ao local indicado e nada do que foi passado é verdadeiro. Acontece com maior frequência na base de Lajeado”, lamenta.

 

Repasses que contribuem para o funcionamento do Samu

O secretário executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Taquari (Consisa VRT), Nilton Rolante, enfatiza que o Samu sobrevive de uma relação entre União, Estado e municípios. “Os governos municipais repassam mensalmente R$ 219 mil ao Samu, o governo estadual repassa em média R$ 144 mil e o governo federal R$ 157 mil. O total repassado mensalmente soma R$ 520 mil”, revela. Segundo ele, o montante serve para manutenção das atividades do serviço Samu. Hoje nós temos um custo médio de pessoal entre médicos, enfermeiros, técnicos e condutores na faixa de R$ 452 mil/mês e mais de R$ 25 mil em serviços de manutenção e medicamentos. Isso soma um gasto de R$ 480 mil/mês.”

Rolante salienta que o trabalho do Samu só existe porque os municípios aportam recursos consideráveis. “São 25 municípios que pagam o Samu no Vale do Taquari, com exceção de Putinga e Relvado que não faz complementação. Os demais fazem pagamento e tem direito ao atendimento quando chamam o serviço por meio do 192”, frisa.

Em relação ao repasse mensal que o Governo do Estado faz ao Hospital São João de Arvorezinha, na faixa de R$ 84 mil ao mês, ou seja, R$ 1 milhão ao ano, Rolante indaga: “Serve de porta de entrada para os atendimentos Samu. Muitos falam que não existe a colaboração do Governo, mas não é verdade. Ele tem mantido em dia os pagamentos, principalmente aos hospitais”, disse.

 

Nove anos, mais de 5,1 mil atendimentos

Embora não seja um dado a ser comemorado, Rolante enfatiza que os mais de 5,1 atendimentos prestados ao longo de nove anos da existência do Samu em Arvorezinha, faz jus à importância deste serviço na região. “Além dos 5,1 atendimentos, muitas vezes a Unidade avançada esteve em Arvorezinha transportando pacientes para outros centros como Estrela, Lajeado, Passo Fundo e outros hospitais com UTI. Esses números ressaltam a importância do serviço Samu e desta forma, quero aqui agradecer a equipe muito competente e profissional que atua em Arvorezinha trabalhando 24 horas por dia para fazer frente à essa atividade tão importante no atendimento da nossa região. Além disso também agradecemos ao Poder Executivo de Arvorezinha que também sempre é nosso parceiro, assim como o Hospital São João”, pontua.

 

Passo a passo do atendimento Samu

  1. Ao discar 192, sua ligação será atendida pela Central de Regulação Médica de Urgência.
  2. Em um primeiro momento, a telefonista vai fazer pelo menos quatro perguntas: motivo da ligação, endereço, município e, em caso de acidentes, o número de vítimas.
  3. Em seguida, a ligação é transferida para um médico regulador, que faz o diagnóstico, orienta sobre as primeiras ações e avalia a necessidade de envio de uma ambulância. Esta avaliação é feita a partir das informações que você fornecer por telefone, por isso é necessário estar junto ao local em que se encontra o paciente.
  4. Para um encaminhamento mais adequado, o Ministério da Saúde permite que o médico regulador vá prestando as primeiras recomendações sobre o socorro, ainda pelo telefone, enquanto a pessoa aguarda a chegada da ambulância.
  5. A indicação de atendimento dada pelo médico regulador é adaptada a cada necessidade que pode ser por telefone ou a ativação de unidades móveis (nesse caso a ambulância de Arvorezinha).

 

Matéria exclusiva Eco Regional

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