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Cinco anos a espera de um julgamento

A família de Frederico Carlesso cobra a realização do julgamento dos indiciados pela morte do empresário

Neste mês de outubro completam cinco anos da morte do empresário de Ilópolis Frederico Carlesso, chamado carinhosamente de “Ico”, pelos amigos e familiares. Mas até hoje os suspeitos não foram julgados.

Essa morosidade da Justiça causa revolta da família de Ico, e deixa um aspecto de impunidade. “No dia 8 de outubro fazem cinco anos da morte do meu filho, são cinco anos esperando por justiça, sabemos quem foi e, no entanto, eles continuam andando pela rua continuando fazer coisas erradas. Para nós é angustiante essa espera”, afirma a mãe de Ico, Ira Carlesso.

Ela continua emocionada: “Para mim como mãe a dor será eterna, mas espero por justiça, sei que ele não volta, mas não é justo nós ficarmos sem ele e os culpados estarem andando na rua livremente”.

A mãe afirma que o filho está sempre em seus pensamentos. “O Ico está 24h comigo, mas eu não tenho o que fazer, o que estava em nosso alcance nós fizemos, agora só nos resta esperar a Justiça agir”.

As irmãs de Ico, Dariane e Sariane Carlesso também falam sobre o sentimento de impunidade. “Nós temos um sentimento de impotência de certa forma, pois quem deveria nos defender não está fazendo nada. São cinco anos de espera, as pessoas que são pagas para nos defender precisam fazer esse trabalho para que possamos viver numa sociedade tranquila, mas não é isso que estamos vendo, e a violência continua cada vez maior na nossa sociedade”.

Trabalho da polícia

Segundo Sariane, o trabalho da Polícia Civil de Ilópolis foi muito bom. Ela afirma que o caso estagnou quando foi para a Justiça. “A construção do inquérito foi muito bem feita, nós acompanhamos todo o trabalho, isso gerou uma expectativa de que teríamos justiça. Penso que isso não pode acontecer, ou seja, a sociedade como um todo não pode perceber que um crime como esse é algo comum que fica impune”.

Ela complementa: “Não se pode trabalhar com essa morosidade, porque vai criando nas pessoas que praticam esses crimes a sensação ou a certeza da impunidade.  E isso cria uma bola de neve. Nós familiares como sabemos quem fez isso com o Ico, e da proximidade de   quem fez, temos medo por vezes. Porque assim como mataram o meu irmão podem matar um de nós também, pois sabemos que são pessoas movidas pelo ódio, pela inveja e pela ganância”.

Crença no Poder Judiciário

A mãe e as irmãs de Ico afirmam que gostariam de acreditar no Poder Judiciário. “Nós temos medo, mas ao mesmo tempo queremos acreditar na Justiça, eu quero acreditar que quando acontecer as audiências e o Júri, nós vamos ter um desfecho positivo. Pois essa é a mensagem que a Justiça precisa passar para a sociedade, que um crime como esse não passará impune”, salienta.

Para Dariane o importante é que o caso não caia no esquecimento. “O que não admitimos é que o caso caia no esquecimento. O Ico não pode ser mais uma estatística, toda a vida precisa ser cuidada, ter o direito de existir, inclusive de quem fez isso com ele. Portanto o que queremos é que eles paguem pelo que fizeram perante a Justiça. Agora está na mão de Deus e da Justiça, apesar do tempo que passou eu tenho muita esperança de que quando o caso for julgado nós teremos a Justiça feita. No entanto precisamos que esse processo ande”.

E Ira finaliza:  “Espero que no ano que vem, quando completará seis anos da morte do meu filho eu não precise falar novamente pedindo Justiça, esperamos que não fique mais um ano no esquecimento, pois nem se quer mexeram no processo, está tudo parado”.

O Eco Regional questionou a Juíza da Comarca de Arvorezinha, Eveline Radaelli Buffon, sobre o caso, mas até o fechamento da edição não obtivemos resposta.

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