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Com a alta dos insumos safra se torna cada dia mais cara

Produtores de Camargo calculam prejuízos da soja com esperanças na safra de inverno

Por Manoela Alves

A forte estiagem e o aumento do preço de defensivos e combustíveis se tornaram o grande inimigo da safra da soja neste ano. A alta dos custos é uma realidade enfrentada pelos produtores camarguenses e de toda região, tornando este ano uma das safras mais caras da história. A guerra na Ucrânia, a crise na China e alta do óleo diesel levaram os valores dos insumos brasileiros às alturas.

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A extensionista da Emater de Camargo, Carine Schlosser, explica que a Emater, junto ao IBGE e parceiros, definiu uma perda de 70% na safra deste ano. “A perda da soja plantada cedo foi bem expressiva. A cada dois meses nós nos reunimos com o IBGE, além do sindicato, bancos e cooperativas para analisar os números, e este ano as perdas foram grandes, tudo é feito um calculo médio, por isso, é preciso levar em consideração que alguns produtores perderam mais do que outros”, explica.

Carine destaca que produtores que investem em maiores tecnologias e cuidados com o solo, obtiveram resultados melhores, mesmo diante das adversidades.

“Existe produtores que já estão investindo há tempo em preparação do solo, palhada e rotação e cultura, isso tudo ajuda em uma melhor produtividade”, explica.

Em alguns casos, os produtores “abandonaram” a lavoura, não fazendo os investimentos necessários naquele momento, pois já haviam desacreditado da safra.

“Percebe-se que há produtores que têm investido em melhores tecnologias e cuidados com as lavouras, melhorando os rendimentos. A tecnologia e aprimoramento são recursos disponíveis no campo, isso torna a terra mais produtiva e com maiores chances de produção, mesmo em momentos de estiagem com ocorreu neste ano”, finaliza a extensionista.

Produtor não desanima mesmo frente as adversidades

O produtor camarguense Valcir Vicenzi, não perdeu tempo lamentando as perdas e já iniciou o plantio de inverno, com o cultivo da canola e já prepara para o mês de junho plantar trigo.

“Em maio eu e meu filho, Maikon, já plantamos uma parte da canola e em junho vamos plantar o trigo. Nós já compramos os insumos principais, pouca coisa falta agora, mas a diferença no valor do ano passado para este é muito grande, principalmente o adubo”, exclama o produtor.

Mesmo com a frustação da safra de verão, o produtor e seu filho não desanimam. “Nós plantamos um pouco mais tarde, mas não atingimos 50% da expectativa de colheita. Dependendo do investimento feito o custo da lavoura é de 25 sacas por hectare, e nós temos a preocupação de investir em melhorias e bons insumos para que a produção melhore a cada ano”, explica Vicenzi.

O produtor explica que a rotatividade das culturas de inverno é necessária, pois assim há menos probabilidades de a planta desenvolver alguma doença.

“Agora nós esperamos que acalme um pouco as chuvas para o plantio do trigo, torcer para que a geada tardia não prejudique a canola já plantada. Nós procuramos também diversificar, plantando uma parte de canola, outra de trigo e pastagem para o gado”, explica.

A safra deste ano não foi a ideal, mas não desanima o produtor e sua família. “Nós investimos e trabalhamos e sempre torcemos para que a próxima safra seja melhor do que a última. Essa é a vida e a realidade do agricultor”, finaliza.

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