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Erva-Mate sustenta a economia do município durante a pandemia e a estiagem

Diferente de outras culturas, a erva-mate sentiu menos os efeitos da estiagem e da pandemia

A pandemia trouxe perdas econômicas, momento em que alguns setores sofreram com portas fechadas, falta de produção e queda de consumo. Porém, outros setores vão na contramão e se mantêm e outros até têm crescimento.

Um exemplo disso, é a erva-mate, que pouco sentiu os efeitos da pandemia, uma vez que a venda se manteve e, em alguns locais, até houve aumento.

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Em Arvorezinha, a cultura da erva-mate foi muito importante para manter a economia do município, pois mesmo no momento de pico da pandemia, as vendas continuaram. “Nós nunca deixamos de vender a erva-mate, as ervateiras continuaram comprando normalmente, isso foi o que nos ajudou nesse período, nunca ficamos sem renda”, conta a agricultora Altaira Trindade, que reside na Linha Torres Gonçalves com o marido Amarildo Floriano e com os filhos Magno, Jefferson, Pedro Gabriel e a nora Luiza Vieira.

Um indicativo de que em Arvorezinha o setor não sentiu os efeitos da pandemia foi o aumento na exportação de 2020 para 2021 de mais de R$ 1 milhão, segundo dados o sistema para consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro (Comex Stat).

A força da cultura

A erva-mate representa geração de empregos no campo, famílias inteiras trabalham com a cultura e se estabelecem no interior. Mas não é só no campo que a erva-mate gera empregos, as indústrias ervateiras geram centenas de empregos diretos e indiretos.

A cadeia produtiva da erva-mate faz a economia de Arvorezinha girar, pois desde o produtor, o tarefeiro, o foguista e todos os envolvidos desde o corte da erva-mate até o empacotamento, e a venda consomem no comércio local.

Arvorezinha tem 22 indústrias ervateiras instaladas no município. Mais de 50 marcas que estão nas prateleiras dos supermercados, tem o município de Arvorezinha como origem. Toda essa estrutura faz com que as farmácias, restaurantes, lojas, bares, etc., tenham esses atores que atuam na cadeia produtiva como clientes. Isso faz com que Arvorezinha mantenha sua economia saudável mesmo com pandemia e a estiagem.

Menor perda com a estiagem

A estiagem que atinge o Estado desde o final de 2021 está causando perdas importantes na agricultura. Lavouras de milho foram perdidas por completo e as de soja estão com previsão de perdas de até 70%. E, mais uma vez, a erva-mate pode ser a salvação para os produtores de Arvorezinha.

A agricultora Altaira Trindade, conta que, na propriedade, a família trabalha com diversas culturas, e que a que menos apresenta perdas é a erva-mate. “Nós trabalhamos com fumo, erva-mate, soja e milho, todas apresentam perdas, mas a erva-mate é a que menos sentiu a estiagem”.

E afirma. “Na soja estamos estimando uma perda de 70%, o milho praticamente não terá colheita, fizemos Proagro, vamos colher para não deixar na roça, mas a perda é de praticamente 100% e no fumo também vamos perder muito. Já na erva-mate, a perda será muito menor, vamos perder um pouco em peso e qualidade, mas os pés continuam lá, vamos conseguir colher”.

Ela salienta que a erva-mate é o que vai manter a família nesse ano. “A erva vai nos manter, pois as outras culturas vão dar prejuízo, mas teremos a erva-mate para vender, pagarmos as contas e comprar o que precisarmos”.

Cultura mais segura

O jovem Gabriel Casagrande, que trabalha na propriedade com os pais Dejanir Casagrande e Italina de Lima Casagrande, na Linha Torres Gonçalves, conta que a família planta fumo e milho e há três anos começou a investir na erva-mate, por ser uma cultura mais segura e rentável. “A erva-mate é mais resistente, com essa seca que estamos enfrentando vamos sim ter perdas, mas elas são menores que outras culturas, e como os pés ainda são pequenos vão se recuperar e vamos conseguir colher quando chegar a época”.

Casagrande conta que no fumo e no milho as perdas são grandes. “O milho nem dá para falar, não vai ter o que colher, e o fumo vamos colher muito menos que no ano passado, e o que colher não vai ter qualidade, será um ano bem difícil”.

Altaira e a nora na lavoura de soja que deve ter uma perda de 70% na produtividade
Gabriel e sua família passaram a investir em erva-mate por ser mais rentável

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