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Macedo ressalta o olhar da JTI em relação ao mercado e ao produtor

Empresa foi a única a cobrir a variação dos custos de produção e oferecer um reajuste de cinco pontos percentuais aos produtores em reunião recente promovida pela Afubra

 

    O líder das operações de tabaco da JTI no Brasil, Roberto Macedo, que atua há 22 anos na empresa, em entrevista ao Eco Regional destaca a trajetória da empresa e a forma como esta vê o mercado e o produtor. A JTI é uma empresa que atua no Brasil desde 2000, porém, na região, tem chamado mais a atenção por sua atuação nos últimos tempos.

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E.R.: Fale-nos sobre a JTI. Brevemente, conte-nos a história da empresa?

Macedo: A Japan Tabacco International (JTI) é uma empresa internacional líder em tabaco e vaping, com operações em mais de 130 países. É proprietária global de Winston, segunda marca mais vendida do mundo, e de Camel fora dos EUA. Outras marcas globais incluem Mevius e LD. Também é um dos principais players no mercado internacional de vaping e tabaco aquecido com as marcas Logic e Ploom. Com sede em Genebra, na Suíça, emprega mais de 40 mil pessoas e foi premiada com o Global Top Employer por oito anos consecutivos.

Chegou ao Brasil em 2000, quando abriu um escritório para começar a vender cigarros. Em 2009, comprou KBH&C Tabacos e da Kannenberg & Cia. em Santa Cruz do Sul (RS) e deu início à sua operação de tabaco no País. Hoje, são mais de 1,2 mil colaboradores em 8 Estados e produtos distribuídos em mais de 20 Estados, além do Distrito Federal. As marcas do portfólio JTI comercializadas são Winston, Camel e Natural American Spirit. E somos parceiros exclusivos da marca tailandesa Djarum para comercializar os produtos deles por aqui.

Olhando especificamente para a operação de tabaco, a qual lidero, contamos com mais de 10 mil produtores integrados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. São eles que produzem o tabaco na qualidade desejada pela JTI e que depois é processado, misturado e usado como matéria-prima para fabricação de cigarros da empresa no mundo todo. Atualmente, o tabaco produzido aqui no Brasil pelos nossos produtores integrados é responsável por cerca de 20% de tudo o que o utilizado pela empresa no mundo. Somos um dos maiores fornecedores para as fábricas de cigarro da JTI, que são mais de 20, uma delas em Santa Cruz do Sul (RS).

 

E.R.:Qual é a filosofia de trabalho da JTI com relação aos produtores integrados?

Macedo: O produtor integrado à JTI está no centro de tudo o que fazemos. Essa é a premissa do modelo de negócio da empresa. Em outras palavras, significa que as decisões que tomamos sempre levam em conta não só os nossos interesses como também o de nossos parceiros produtores. Buscamos sempre uma relação ganha-ganha com eles.

Quando olhamos para lucro, não é só o nosso lucro que interessa. Nos interessa que eles também tenham rentabilidade com o cultivo do tabaco. Quando olhamos para segurança, não olhamos apenas para a segurança dos colaboradores que estão em nossas unidades, olhamos para a segurança dos nossos parceiros integrados, levando informação e capacitação para mitigar riscos à saúde deles e seus trabalhadores. Eu poderia citar diversos exemplos aqui… e todos são manifestações dessa filosofia que temos de colocar o produtor no centro de tudo o que fazemos. E por que fazemos isso? Porque a JTI está comprometida em fortalecer o Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), garantindo a sustentabilidade da cadeia produtiva.

E um fortalecimento de verdade só acontece com ações que sejam duradoras. Elas podem mudar ao longo do tempo, sem dúvidas, mas sempre para melhor; sempre com o intuito de evoluir a partir de um diálogo transparente e construtivo, mantendo o respeito entre todos os envolvidos.

O levantamento da variação do custo de produção realizado em parceria entre empresas e entidades representantes dos produtores (Afubra, Fetag-RS, Farsul, Fetaesc, Faesc e Fetaep) foi um movimento importante nesse sentido de transparência e diálogo. Sem dúvida fortaleceu a confiança entre integradores e integrados.

 

E.R.: Por que a empresa foi a única a apresentar uma proposta de pagamento de valor maior pela arroba de fumo em reunião promovida pela Afubra?

Macedo: Não apenas para essa negociação, mas em todas as últimas negociações nós nos empenhamos muito no dever de casa. Foram levantamentos de dados, análises criteriosas e alinhamentos internos locais e globais até chegarmos a uma proposta que bem traduzisse o nosso compromisso de fortalecer o Sistema Integrado de Produção do Tabaco (SIPT) e garantir a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva.

O cálculo em conjunto do custo de produção trouxe um novo patamar para a negociação da Safra 2022, cujo foco passou a ser no ganho real oferecido aos produtores. E nós da JTI não apenas cobrimos a variação do custo de produção, como também oferecemos um reajuste com ganho real de 5 pontos percentuais aos nossos produtores.

Acredito muito que o fato de termos sido a primeira empresa a assinar o protocolo com as entidades veio do nosso posicionamento de ouvir, dialogar, pensar nos dois lados – no nosso e no do produtor. Porque é assim que a cadeia do tabaco será sustentável. Não há outra forma de darmos continuidade ao setor, de continuarmos a operação da JTI no Brasil – que é o segundo maior exportador de tabaco do mundo – se não for com respeito, se não for pensado no dia de amanhã, na geração futura de produtores, na sustentabilidade!

 

E.R.: O que a JTI espera com essa iniciativa?
Quais as perspectivas para o futuro, para o setor fumageiro e para a JTI?

Macedo: Para essas duas perguntas, a minha resposta é a mesma, porque o que a JTI espera com o seu posicionamento de transparência, respeito e diálogo junto aos produtores de tabaco e a nossa perspectiva para o setor é o mesmo: fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT). A JTI quer continuar sua operação no Brasil e faz investimentos pesados para isso – como os R$ 126 milhões até 2023 que anunciamos em julho do ano passado durante a visita do governador Eduardo Leite à nossa fábrica de cigarros. O setor fumageiro é forte e muito competitivo, nós sabemos disso. Mas também sabemos que não há melhor caminho para mitigar riscos que venham prejudicar o SIPT que o diálogo. E a negociação da Safra 2022 deixou ainda mais claro para nós que estabelecemos um novo patamar de relacionamento entre todos os agentes da cadeia produtiva do tabaco. Ficamos felizes em ver que outras empresas também estão obtendo êxito em suas negociações, porque pavimenta essa jornada de fortalecimento.

 

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