Hospital Bruno Born inaugurou o Centro de Reprodução Humana

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A diretoria do HBB participou da solenidade

Com o empreendimento, Lajeado une-se a grandes centros referência na área e entra para a lista das 29 cidades do Brasil a contarem com o serviço

 

O Hospital Bruno Born inaugurou na noite desta terça-feira (29) seu Centro de Reprodução Humana (CRH), um investimento de R$ 3 milhões.

Localizado junto ao complexo da instituição, na Rua Júlio de Castilhos, no Centro de Lajeado, o local oferecerá uma série de serviços relacionados à fertilização.

Com a inauguração, cinco (cerca de 1%) das 497 cidades gaúchas passam a contar com o serviço – a maioria, até então, localizada na região metropolitana ou na serra.

Foi este um dos principais fatores que levaram o Hospital Bruno Born a dar início ao projeto: a carência de oferta para as demais partes do Estado. Contando com capacidade técnica e clínica, o HBB buscou o aporte financeiro da Sicredi Lajeado para tirar a ideia do papel. O esforço conjunto levou à criação de um centro de reprodução moderno, com tecnologia avançada, baseado na experiência dos envolvidos e na observação (e busca de solução) dos problemas existentes em outros empreendimentos do gênero. Em três anos de trabalho, o HBB criou um ambiente confortável, com destaque para a privacidade e relaxamento, com salas de espera individuais, apartamentos para descanso, e com a participação de uma equipe multidisciplinar capacitada. Solenidade A solenidade realizada na noite desta terça-feira (29) reuniu todos estes envolvidos no projeto, além de convidados, médicos, funcionários da instituição e autoridades. O presidente do Hospital Bruno Born, João Batista Gravina, abriu a série de discursos relembrando a história da casa de saúde. Ele destacou que, nos anos 2000, a construção do edifício da Rua Julio de Castilhos (onde agora está instalado o CRH) foi um dos grandes marcos da trajetória da instituição, e um passo importante para o futuro e o crescimento do HBB. “O CRH é um novo marco em nossa história. Formado por uma equipe excelente de médicos e pautado pela privacidade.” Vice-presidente do hospital, o médico e professor Marcos Frank fez um apanhado histórico da medicina em Lajeado, no país e no mundo, destacando que, há 40 anos, era gerado o primeiro bebê de proveta, na Inglaterra. Ele relembrou fatos ligados à preocupação com a fertilidade já na Idade Média, atualizando o processo realizado na área até os dias de hoje. O diretor técnico do Centro de Reprodução Humana Bruno Born, o médico especialista em reprodução humana Marcos Höher, foi, junto com o colega Silvio Pulita e outros profissionais técnicos e médicos, um dos principais nomes à frente do empreendimento. Atuante na área há cerca de 15 anos, falou sobre a origem do projeto, há três anos. Ainda discorreu sobre a mudança de comportamento das pessoas que têm interesse em engravidar, e a decisão de muitos em retardar este procedimento devido, em muitos casos, à rotina do dia a dia. Cristiano Dickel, diretor executivo do HBB, diz que a conclusão do projeto é uma alegria para a instituição. “Estamos muito felizes oferecer este serviço à população gaúcha. Pensamos o projeto em cada detalhe para que os pacientes e acompanhantes tenham o máximo de conforto, privacidade e aconchego. Queremos tornar os sonhos em vidas.” O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, e o deputado estadual Enio Bacci, também se pronunciaram e falaram sobre a importância da instituição em âmbito local e regional, sobre sua história e o forte vínculo com a comunidade. Homenagem A noite especial também serviu para uma homenagem muito especial ao médico Sérgio Paulo Bertóglio (86), que desde 1965 atua na Medicina e em 1972 começou a trabalhar no HBB. Bertóglio foi delegado regional de Saúde por 12 anos e recebeu o título de Cidadão Lajeadense. Serviços oferecidos – Diagnóstico da causa da infertilidade e os respectivos tratamentos para engravidar; – Tratamentos para novas formações de família: uniões homoafetivas ou família monoparental (mulheres solteiras); – Acompanhamento, aconselhamento e planejamento reprodutivo; – Preservação (congelamento) de óvulos, espermatozoides e embriões; – Diagnóstico de doenças cromossômicas antes mesmo do início da gestação; – Identificação das causas de abortamento e prevenção da sua recorrência; – Medicação especial necessária para os tratamentos. Números – O projeto, iniciado há três anos, recebeu um investimento de R$ 3 milhões; – São 1,1 mil metros quadrados de área construída: oito salas de espera individuais e duas coletivas, três consultórios, sala de orientações e dois apartamentos privativos; – Os tratamentos variam de R$ 750 a R$ 30 mil, de acordo com a complexidade. Há possibilidade de financiamento em até 48 vezes, pela Sicredi; – Expectativa de atender dois terços do Rio Grande do Sul.

 

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