Justiça Federal condena acusado de participação em roubo de bancos em Arvorezinha

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A 1ª Vara Federal de Lajeado condenou, em 27 de agosto, um homem acusado de participar de um roubo simultâneo a duas agências bancárias em Arvorezinha. A atuação criminosa teria sido feita com violência, utilizado reféns como escudo humano e ocasionou a morte de um deles. A sentença, da juíza Ana Paula Martini Tremarin Wedy, fixou pena de reclusão de mais de 26 anos.

O Ministério Público Federal (MPF) narrou que seis pessoas fortemente armadas e usando toucas ninjas invadiram as agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil por volta das 14h no dia 7 de dezembro de 2017. Eles fizeram os clientes e funcionários reféns, além de usá-los como cordão/escudo humano, e efetuaram diversos disparos dentro dos locais como forma de ameaça e intimidação.

De acordo com o autor, após roubar o dinheiro e as armas dos vigilantes, os assaltantes fugiram utilizando três veículos e levando reféns no porta-malas. Houve troca de tiros entre os eles e policiais militares, sendo que um dos reféns foi atingindo de forma fatal e outro ferido.

Em seguida, segundo o MPF, os assaltantes libertaram os reféns, abandonaram um dos carros e queimaram os outros dois, além de jogar miguelitos, para obstruir a via. Eles fugiram em uma camionete. Este veículo, na noite, foi abordado pela polícia, ocasião em que se identificou o denunciado, que tentou escapar, mas foi preso.

Em sua defesa, o homem afirmou não existir provas robustas e concretas da materialidade dos crimes narrados pelo autor, sendo frágil e subjetivos os argumentos da suposta autoria. Sustentou não haver comprovação da ciência e participação nos roubos, destacando que é dependente químico e que, por sofrer ameaças de morte a ele e a família, foi aliciado unicamente para recuperar um veículo, furtado e repleto de objetos ilícitos.

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