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Produção de leite é alternativa ao fumo para família de agricultores de Doutor Ricardo

Investir na produção de leite como uma alternativa ao plantio de tabaco. Esta foi uma das alternativas encontradas pela família de Inelvo e Adriana Grassi, de Doutor Ricardo, para não apenas não ficar refém de uma cultura essencialmente sazonal, mas também para reduzir a agricultura pautada pela aplicação de agrotóxicos e de muita exigência de mão de obra. “Não é que o leite não tenha suas obrigações”, pontua Inelvo. “Mas trabalhar com as vacas nos garante mais qualidade de vida, chegando a ser um processo quase terapêutico”, completa Adriana.

Na realidade, a produção leiteira não chega a ser uma novidade para os Grassi, que lidam com vacas de leite há 11 anos. A diferença é que, de alguns anos para cá, o número de animais aumentou – e a produtividade também -, ao passo que a área com tabaco caiu pela metade. “A gente não abandonou o fumo totalmente porque segue sendo uma fonte de renda”, avalia Inelvo. Mas com 15 vacas em lactação produzindo uma média diária próxima dos 400 litros de leite, este parece ser um caminho mais seguro para a família.

Na avaliação da Emater/RS-Ascar, este também parece ser um percurso adequado, já que a propriedade que fica na localidade de Linha Rio Branco, possui uma área de 38,5 hectares – com boa parte dela com potencial de mecanização. Não por acaso, Inelvo e Adriana investem também em pastagens – são sete hectares plantados – e em trigo e milho, que juntos somam 12,5 hectares plantados. “E grande parte destas culturas é voltada para a alimentação dos próprios animais”, destaca o extensionista da Emater/RS-Ascar, Paulo Severgnini.

Ainda pensando na diversificação, a família, que é completada pelo filho Ismael, de 12 anos, pelos pais de Inelvo, Ilinor e Iranir, e pela avó Maria Baldissera, investe em uma horta doméstica. “Tem de tudo plantado lá e esse é um valor que muitas vezes não colocamos no papel”, observa Adriana, mencionando os valores que seriam gastos comprando batata, aipim, feijão, frutas e hortaliças, se não cultivassem o próprio alimento. “Fora o fato de ser um produto de qualidade, sem agrotóxicos, o que contribui para a saúde de todos, inclusive da avó, que está prestes a completar 100 anos”, explica Inelvo.

Todo esse contexto motiva a família a fazer investimentos. Com o apoio da Emater/RS-Ascar – que atua em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado – e de linhas de financiamento do Prograna Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), está sendo construído um galpão para confinamento dos animais, o que barateará custos e qualificará a higiene e a alimentação do rebanho. “Uma nova sala de ordenha também está para ‘sair do papel’, o que melhorará o processo como um todo”, afirma Severgnini.

Outros investimentos, como a construção de um micro açude – que visa a melhorar o processo de reservação da água -, a diversificação do pomar e a ampliação da área de pastagens permanentes, também estão sendo realizados com o apoio da extensão rural. Fora a evolução natural da produção de leite, claro, proporcionada pelo maior cuidado em todo o processo – a ideia é alcançar os 50 animais em lactação e os 1000 litros diários produzidos. “No começo não dávamos muita bola pra aspectos como genética, dieta leiteira, limpeza das instalações e hoje percebemos como isso é importante”, analisa Inelvo.

Diante do potencial que a propriedade apresenta, Adriana é “filosófica” ao olhar para trás – especialmente para o tempo em que atuou durante quase 15 anos no Conselho Tutelar da Prefeitura local. “Não retornaria”, declara, reforçando a praticidade cotidiana no que diz respeito a horários, organização e bem-estar. “Dessa forma posso inclusive realizar meu hobby preferido, o artesanato”, declara, mencionando o trabalho manual em tricô e crochê, que também será incluso, futuramente, como fonte de renda na feira local.

 

  • Fonte Assessoria de Imprensa da Emater

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