Raça angus é exportada de Itapuca para Turquia

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Borginho com os animais na estância

A estância Campo Bonito, em Itapuca, conta com uma criação de bovinos da raça angus. Os proprietários Paulo Oneide Borges de Oliveira e seu pai João Borges de Oliveira Sobrinho lidam com raças de gados desde seu avô.
A raça angus chegou à região em 2008, “daí pegamos o primeiro touro puro dessa raça e começamos a gostar, por ser uma raça que engorda bastante e rápido e as terneiras pegam cria com 15 meses”, fala Paulo Borges.
Ainda comenta “Borginho”, como é conhecido, que antes desse período eles já trabalhavam com outros tipos de gado europeu e também zebuíno.

Exportação
Borginho ficou sabendo sobre a exportação por meio de um comprador de Soledade. Ele adquire para três empresas de São Lourenço do Sul e nos procurou para vender para a Turquia.
Na Turquia, eles aceitam somente raças europeias como a angus, mas a prioridade é que sejam mochos (sem guampas). As principais vantagens de raça para a criação são a alta fertilidade e precocidade, pois atingem a puberdade e o estado de abate mais cedo.
A exigência deles também é que não sejam castrados, pois é realizada e venda dos testículos. A comercialização na Turquia é de cerca de R$ 200 ao quilo.
Segundo Paulo, eles levam os terneiros com cerca de 160 quilos a 280 quilos, e lá eles terminam o confinamento desses animais, que ficam com cerca de 350 quilos de carne e 700 quilos vivo.
Os terneiros que foram vendidos pesaram em média 230 quilos. São animais de quatro a oito meses ainda em amamentação. Foram levados 39 bois a um valor de R$ 6,2 ao quilo.
Esse gado fica numa fazenda, aguardando para serem transportados de navio. São levados cerca de 14 mil animais, para a Turquia, por viagem.

Criação
Segundo Paulo esse tipo de raça europeia costuma ser criada em confinamento, mas aqui é em campo aberto.
“A vantagem é que não gastamos nada, porque temos campo nativo, e temos lavoura de pasto. No verão fica no campo nativo, enquanto o outro espaço é arrendado para a plantação de soja”, comenta Paulo. “Além disso, eles plantam o pasto que o gado precisa no inverno, assim fica pra nós em baixo custo, nos dando um bom lucro”, salienta.
A rapidez do negócio é que nasce um lote agora até setembro, daí estes animais irão estar prontos no próximo ano em março, assim podem ser vendidos. Eles saem bem novos e só machos.
Paulo vende o gado para frigoríficos e açougues aqui na região, mas o preço conseguido com os compradores da Turquia rende em torno de 20% a mais, do que vender aqui.

Filhote recém-nascido
Família Borges

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