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Reaprendendo a viver

Jovem com sequelas pós-Covid reaprende atividades de rotina com ajuda da reabilitação oferecida por profissionais da saúde

Jovem, tranquila e sem comorbidades. Mesmo não sendo alvo fácil da Covid-19, Alessandra Pianezzola, de 28 anos, pode dizer que “nasceu de novo” após contrair o vírus de forma grave, ainda no mês de julho.

Ela, que reside com o marido na Linha Terceira Giusti, em Anta Gorda, já há cinco anos, é natural de Serafina Correa, cidade na qual, contraiu o vírus. “Sentia muita falta de ar, fui até o Hospital Padre Hermínio Catelli, de Anta Gorda, onde fiquei internada por quatro dias, e logo após fui encaminhada para a UTI do Hospital Santa Terezinha, de Encantado, onde fiquei intubada por 20 dias, tendo em vista a gravidade da minha situação”, sussurrou Alessandra que por ter tido 75% dos pulmões comprometidos, sente dificuldades ao falar.

No total foram 40 dias longe de casa, sendo que após dar alta do hospital de Encantado, ela retornou ao hospital de Anta Gorda, de onde recebeu alta na terça-feira, 24. “Os 20 dias que ela ficou intubada na UTI foram de muita angústia e tristeza, pois o médico nos ligava uma vez por dia e dizia que ela poderia durar uma hora, duas, ou mesmo dois minutos, pois estava muito mal. Toda a família estava em oração, e é um milagre ela estar aqui hoje, viva”, emociona-se a mãe Marilete Aparecida Antunes de Lima.

Além de Alessandra, outros integrantes da família contraíram Covid-19, mas somente nela o vírus se manifestou agressivamente. A jovem chegou a perder mais de 15 quilos. “Os médicos disseram que ela só saiu bem dessa por não ser ansiosa, por ser uma pessoa calma e por ter muita vontade de viver. Na UTI, ela foi colocada de bruços na cama, para os pulmões reagirem melhor, última tática utilizada pelos médicos para tentar reverter a situação”, conta a mãe de Alessandra.

Marilete faz um alerta: “As pessoas tem que se cuidar, pois a partir do momento que são intubadas não tem mais contato com ninguém a não ser com os médicos. É uma angústia muito grande, a qual eu não desejo para ninguém. Muitas pessoas ainda não têm noção do que a Covid-19 faz”, frisa.

A recuperação

Conforme Marilete, a recuperação da filha tem sido lenta. “Ela demorou, inclusive, para acordar da sedação. Hoje ela precisa fazer fisioterapia três vezes por semana, sessões de fonoaudiologia, dentre outros cuidados. Conforme os médicos, ela vai demorar cerca de seis meses para se recuperar das sequelas deixadas pelo vírus”, ressalta. “Hoje ela é como uma criança, precisa de ajuda para tudo: para ir ao banheiro, se alimentar, tomar banho e falar. Ela perdeu todas as forças e movimentos. Agora, com a ajuda da fisioterapia que eles estão retornando aos poucos”, acrescenta a mãe.

E foi na UTI também que Alessandra completou seus 28 anos. “Hoje me sinto bem, e apesar das limitações e do cansaço, sequelas que o vírus me deixou, só quero melhorar logo e voltar à minha vida normal”, disse a jovem, brevemente. Ela encerrou fazendo um agradecimento. “Agradeço às comunidades de Anta Gorda, Serafina Correia, Guaporé, Portão, Porto Alegre, Soledade e Paraná, aos hospitais de Anta Gorda e Encantado, enfim, a todos que me ajudaram a passar pela Covid-19, seja orando, mandando mensagens positivas, ou no tratamento e recuperação. Mas agradeço principalmente o apoio recebido da minha mãe e marido, e claro, agradeço a Deus e Nossa Senhora Aparecida por poder estar aqui hoje.”

A importância da fisioterapia no processo de reabilitação

A fisioterapeuta de Alessandra, Patrícia Poletto, ressalta a importância do acompanhamento no pós-Covid. Hoje a jovem faz sessões de fisioterapia nas segundas, quartas e sextas-feiras. “O objetivo é prevenir as possíveis sequelas que a Covid-19 deixa no paciente e deformidades pelo fato de estar mais debilitado, mais parado, principalmente quando há internação em UTI. Podem vir a acontecer grandes perdas funcionais e por meio do arsenal terapêutico desenvolvemos técnicas e exercícios, tanto para o músculo esquelético como pulmonar, para reabilitar esse paciente”, explica.

“Posteriormente, como no caso da Alessandra, o objetivo é a recuperação das capacidades funcionais, normais do organismo dela para ela voltar à rotina por meio de exercícios, simulações de atividade de vida diária, proporcionando o retorno ao que ela fazia antes, com qualidade de vida, que é o principal”, encerrou.

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