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ASACOP/RS tem objetivo de unir a categoria dos criadores de frango

Associação busca a união e valorização dos avicultores

Criada recentemente, a Associação de Avicultores de Frango de Corte e Postura Riograndense, (ASACOP/RS), busca promover a união e valorização dos avicultores. A associação surgiu da carência dos produtores em ter uma representatividade. Hoje, presididos pela advogada e produtora Julia Dias Ottoni, o vice-presidente Sadi Mesavilla e a secretária Raquel Ruas, a ASACOP/RS já conta com 155 associados e abrange todo o Estado.

Raquel é natural de Nova Alvorada e tem em sua propriedade a criação de frangos como fonte principal de renda. Ela reforça a importância dos produtores, não apenas novalvoradenses, mas de todo Estado, estarem juntos a uma associação representativa. “Nós buscamos mais associados, pois a diferença se faz com união, quando todos estão focados no mesmo objetivo. Ainda, a associação consegue realizar compras coletivas, o que já é vantagem para o produtor por conseguir assegurar preços mais acessíveis, mas isso só é possível quando há pessoas envolvidas”, explica Raquel.

A presidente da ASACOP/RS, Júlia, envolve-se pessoalmente em reuniões com integradoras, onde busca por melhores condições para os produtores. “Nós não podemos prometer mudar o mundo, mas buscamos unir a integradora com o produtor, mediar o diálogo, e a Júlia é quem faz grande parte deste trabalho”, continua Raquel.

O produtor que opta por ingressar na associação, passa a fazer parte de um grupo exclusivo de WhatsApp, onde há trocas de informações, são organizadas as compras coletivas e marcadas as assembleias e reuniões. “Ainda podemos contar com um auxilio jurídico gratuito, para negociar pendencias com contratos, ou até mesmo para fechar novos contratos. Ainda não são feitas assembleias presenciais, devido à pandemia, então são realizadas de forma online”, continua a produtora.

Como ingressar na ASACOP/RS

Para ingressar na associação é indispensável ser avicultor e colaborar com o pagamento de uma taxa R$ 100. “Hoje é esse o valor cobrado, se um dia for preciso mudar, será feito dentro de uma assembleia com todos os associados. Hoje, todo o custo da diretoria com viagens está sendo feito com recursos individuais, não é usado dinheiro da associação, além de ser feita a prestação de contas todo final de mês”, explicou Raquel.

A necessidade de buscar mais parceiros é para que a associação crie forças no meio avicultor. “O produtor que está na ASACOP ganha força, nós buscamos isso neste momento, fortalecer e incentivar o produtor. Sozinhos não conseguimos resolver os grandes problemas, mas com a nossa união nossa voz é ouvida. Existem leis que beneficiam os produtores, mas muitos não sabem, e nós queremos criadores bem informados, qualificados, crescendo”, explica a secretária.

“Fazer parte de uma associação representa fazer parte da construção de uma ideia, de uma luta, representa estar unido em busca de melhores condições de trabalho e produção. No Rio Grande do Sul, a maior parte dos produtores é familiar, o trabalho é desempenhado pela própria família, são pequenos produtores. É muito difícil negociar com as agroindústrias sozinho, é muito difícil ser ouvido sozinho. Por isso a importância da associação, é com ela que se pode somar as forças, trocar ideias, ter acesso à informação de outros produtores, de outros Estados, de várias integradoras”, completa Júlia.

Reuniões estão sendo feitas online

Devido à pandemia, as assembleias não podem ser realizadas presencialmente, e as poucas que se realizam, são feitas com todos os cuidados e restrições. “A sede da associação fica em Santo Antônio do Palma, onde a Administração liberou uma sala para ser usada em prol da associação. Quando houver condições de fazer reuniões presenciais a ideia é utilizar esse espaço cedido para as nossas reuniões”.

“Em alguns municípios os produtores têm nos procurado para conhecer a associação, ouvir nossos projetos. Então, neste momento, está sendo feito de forma remota, mas sentimos que a adesão dos produtores às nossas ideias está boa. O nosso trabalho é muito sério e isso está sendo levado em conta”, finaliza Raquel.

Confira o vídeo da entrevista da secretária da ASACOP, Raquel Ruas:

Júlia sabe o desafio de estar à frente da Associação

A presidente da ASACOP, Júlia Dias Ottoni, é avicultora e advogada, tem sua granja de matrizes no município de Nova Alvorada e fala que a ideia da associação surgiu depois de ver as dificuldades enfrentadas pelo setor. “Em 2016 surgiu a Lei nº 13.288, que regula os contratos de integração, essa lei determinou a criação das CADEC’s – Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração. Essas comissões deveriam ser formadas por integrantes escolhidos pela agroindústria e também pelos produtores. Assim, com o intuito de escolher quais seriam os seus representantes nas CADEC’s, os produtores passaram a fazer as reuniões entre avicultores com mais frequência e cada vez com maior participação”, explica.

“Com o passar do tempo, se percebeu que independente da integradora da qual faziam parte, as dificuldades na avicultura eram as mesmas, que os problemas enfrentados eram muito parecidos, independente da região, e que faltava união da classe e não havia uma entidade representativa a nível estadual, que pudesse auxiliar a todos os avicultores em conjunto, uma entidade para defender os seus interesses. Diante disso, surgiu a necessidade de ser criada uma associação que pudesse dar esse suporte aos produtores. Assim, em agosto de 2020, em meio à pandemia, surgiu a ASACOP”, fala Júlia.

Todo o trabalho desenvolvido pela ASACOP é voluntário, ou seja, ninguém recebe qualquer valor para desempenhar as atividades. “O objetivo é que possamos engajar cada vez mais produtores, para sermos referência no Rio Grande do Sul e termos cada vez mais força. Temos muitos planos como organização de eventos, palestras, oferecer assistentes técnicos aos produtores e às CADEC’s, desenvolver projetos junto aos órgãos municipais e estaduais, entre outros. Os objetivos são grandes, do tamanho da coragem dos nossos associados”, continua Júlia.

Fazer parte de uma associação é estar engajado em um movimento de fortalecimento da classe. “Não significa brigar com a agroindústria, não significa desrespeito ou algazarra, muito pelo contrário. Nós, da ASACOP, prezamos pelo diálogo, pelo debate organizado e fundamentado. Acreditamos que é nosso dever repassar para o maior número de produtores possível as informações que chegam até nós, o conhecimento sobre a Lei de Integração, a importância das CADEC’s, a importância de se fazer o custo de produção. O conhecimento liberta. Juntos somos mais fortes”, finaliza a presidente.

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