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Aumento nas áreas de trigo plantadas no município

Valor elevado do produto e previsão de boas safras animam os produtores da região

A cultura do trigo é uma das mais cultivadas no agronegócio brasileiro, a grande produtividade tem como explicação o trigo ser o segundo cereal mais consumido no mundo, sendo matéria-prima de diversos alimentos.

Segundo o escritório da Emater de Nova Alvorada, a área de plantio das cultivares de inverno teve um crescimento neste ano e a motivação foi o alto valor do produto, a compra antecipada de insumos e a manutenção do solo, antes do cultivo da soja.

O produtor novalvoradense, Rovani Campagnollo, está animado com a produção que está se apresentando. Por mais que, das suas propriedades apenas 20% esteja sendo utilizada para o cultivo de trigo, esta safra demonstra ser promissora. “Não conseguimos plantar o mesmo quantitativo da soja, por questões de mão de obra e tempo. Na época da colheita do trigo, já é época do plantio da soja. Então, é planejada uma forma de manter as duas culturas, sem que uma prejudique a outra”, explica o produtor.

Rovani Campangnollo ao lado da reprodução da casa que em que nasceu

Como a colheita do trigo coincide com o plantio da soja, existe a inviabilidade de ser cultivada na mesma área as duas culturas. “Como as nossas terras são distantes uma da outra e a mão de obra é pequena na família, colher e plantar nos mesmos dias se torna complicado. Se tivéssemos mais facilidade, mais ajuda, talvez a área plantada de trigo poderia ser ainda maior, ainda mais para aproveitar o valor neste momento”, fala Rovani.

Com o preço do produto em alta, Rovani fala também que os investimentos devem ser feitos adequadamente. “É importante o cuidado com o solo, fazer análises, investir em sementes de boa qualidade, que sejam tolerantes a pragas e doenças. Investir em adubação de solo, herbicidas, pois quanto melhor a qualidade do produto, mais valorizado ele é”, fala.

Rotação de culturas

A rotação das culturas minimiza infestações de pragas, patógenos e ervas daninhas, aumenta a fertilidade do solo e viabiliza o sistema de plantio direto na palha. Isso favorece a redução do custo de produção, otimizando a utilização de mão de obra e maquinários.

Rentabilidade superou os 30% na última safra

A rentabilidade na triticultura chegou a aumentar em 34% na safra 2020/2021, segundo a Conab. A alta nos preços continua sendo o principal incentivo ao produtor, indicando aumento na área cultivada.

A grande surpresa na safra de 2020 foi o aumento de 15% no valor pago pelo trigo, segundo divulgado pela Fecoagro/RS. Como o Estado é o último a colher, sempre há uma valorização menor na venda, o que não foi o caso da última safra, que mesmo com intempéries climáticas, a qualidade dos grãos foi boa e as vendas satisfatórias.

Como explica o agricultor, o preço do milho puxa o preço do trigo. “Quando falta milho, pode ser colocado trigo na ração de aves e suínos, então como o milho está em alta e a geada já afetou uma parte da safra, a tendência é ter preço bom para o trigo, por isso estão crescendo os investimentos, esse preço já é quase garantido”, continua.

Plantações de trigo da família Campagnollo

Campagnollo ainda explica que em anos anteriores eram colhidos de 50 a 60 sacas por hectare de trigo, mas se não havia uma qualidade no grão, era pago um valor baixo e a cultura não compensava. “Em anos anteriores, mal cobria os custos das lavouras, eu me lembro de anos em que o trigo estava R$23 no balcão, o que não compensa, pois a colheita precisa ir muito bem para ter alguma sobra. No valor pago hoje, mesmo colhendo um pouco menos, consegue cobrir os custos”.

Arrendamento em épocas de cultivo de verão

Por ter partes de terras onde não consegue cultivar completamente com a soja, Camapgnollo e a família têm arrendado para outros produtores. “No preço que estava a saca da soja e conseguindo fazer com baixos custos de investimentos a lavoura, arrendar pode valer a pena. Mas se não houver cuidado e economia, quem faz o aluguel de terras pode ver que não vale apena”, conta o agricultor.

“Eu, antes de começar a aumentar os preços, já comecei a comprar os adubos, fungicida, herbicidas, comprar antecipadamente para garantir preços melhores, pois o valor pago pode até baixar, mas acredito que irá se manter. O estoque mundial de soja está baixo, acredito que será mantido o bom preço por pelo menos mais um ano”, finaliza o produtor.

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