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Conexões do Saber e Aprender foi aprovado por unanimidade

Através de uma parceria firmada entre a ONG Aprendizes, a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, e as produtoras culturais Agyle e Gaita, foi aprovado um projeto junto a Secretaria Estadual de Cultura, o qual permitirá a oferta de mais oficinas aos integrantes da ONG.

A ONG Aprendizes Criando e Crescendo é uma entidade sem fins lucrativos que busca promover à integração social, cultural e educativa, além do desenvolvimento de crianças e adolescentes através da oferta de oficinas de forma gratuita, voltada a arte e ao resgate cultural, há 16 anos em Arvorezinha.

Diante da necessidade de financiar a continuidade das oficinas que já vinham sendo ofertadas e ampliar a oferta de mais oficinas, a ONG buscou parcerias para desenvolver um projeto cultural, captar recursos e executar o projeto proposto.

Neste ano, a ONG retomou suas atividades oficialmente a partir deste mês de junho, depois de mais de um ano paralisada em função da pandemia. Segundo a presidente e coordenadora pedagógica da ONG, Jaqueline Merlin, os primeiros meses das oficinas de artes plásticas e música serão financiados através do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, através do COMDICA, que promove anualmente campanhas de conscientização para pessoas e empresas que queiram destinar parte do seu imposto de renda devido, depositando um percentual ao COMDICA.

É muito importante a aprovação deste projeto através do sistema Pró-Cultura/RS. A ONG necessita deste projeto para dar continuidade a estas oficinas e poder ampliar a oferta de mais oficinas como a de bordados e patchwork.

A secretária de cultura, Gesmari Zen, falou da alegria de poder aprovar este projeto. “Sempre estive muito próxima da ONG e sei de suas necessidades e de quanto é possível potencializar este trabalho. Realizar as oficinas de bordados e patchwork é um sonho que nutro há muito tempo e compartilhei com os parceiros que abraçaram a causa. Arvorezinha tem tradição no bordado, e muitos pontos já estão esquecidos. A história do nosso bordado estava se perdendo. Proporcionar estas oficinas permitirá resgatar essa tradição, este conhecimento, e o melhor, oferecer há muitas crianças e adolescentes uma oportunidade de aprender um ofício, uma arte. Vamos envolver crianças de todas as classes sociais para motivar a socialização e o compartilhamento do conhecimento”, destacou.

Carla P. Zanotelli, diretora da Agyle, e Mauricio Horn, da Gaita Produtora, ressaltaram a importância deste projeto. “A meu ver ele se propõe a cumprir de fato o propósito que uma ação cultural precisa ter, contempla a cultura, a arte, e permite que através delas crianças e adolescentes aprendam um ofício, desenvolvam habilidades, saiam um pouco da internet e possam ter um desenvolvimento cognitivo mais amplo, ele envolverá crianças de todas as classes sociais, para mostrar que ninguém é mais do que ninguém e que todos merecem ter as mesmas oportunidades de aprender, se desenvolver e se respeitar como cidadãos”, afirmaram ressaltando que é devido a isso que vale a pena apostar no projeto.

 

A votação

Em análise na Secretaria Estadual de Cultura, o projeto foi aprovado por unanimidade e recebeu muitos elogios. A conselheira relatora, Liliana Cardoso Rodrigues dos Santos Duarte, ressaltou a importância do resgate e da ancestralidade proposta pelo projeto, relembrou que na sua infância havia oficinas no turno inverso da escola, de bordado, crochê, tricô, que aprendeu com a avó que era uma das que ensinavam nas oficinas e que na sociedade atual se perde um pouco desse saber. Relatou ainda sentir saudades daquele tempo, e que principalmente na capital, tais costumes vão se perdendo.

Ela destacou a importância da oficina nos conceitos de ancestralidade e pertencimento, o que considera ser importante para que os jovens não fiquem sempre no celular, ela também frisou que nos CTGs, bem como no interior, em associações comunitárias, ainda se preserva este costume de ensinar o artesanato em oficinas, que são desenvolvidas pela comunidade e ficam dentro da comunidade, tanto oficineiros como o material produzido, como a produção dos suvenires propostos pelo projeto.

A conselheira, Elma Santana, falou que conhece bem Arvorezinha e o nome das pessoas citadas no projeto, que considera muito interessante, e reconhece a importância de resgatar e ensinar o artesanato proposto. Falou ainda da preocupação com a nova geração e o que estão aprendendo. “Acho muito importante aprender isso, até como ofício, como foi o costume no colégio americano em que estudei”.

Como fazer parte

As empresas interessadas em fazer parte do projeto, como patrocinadoras através da LIC (desconto no ICMS), poderão entrar em contato com a empresa Agyle Produtora, através das responsáveis pela captação, Carla Pompermaier Zanotelli, Magda Vieira e Carine Pompermaier, para viabilizar a participação.

A ONG deverá abrir prazo para a inscrição dos interessados em participar das oficinas, bem como receber a qualificação de interessados em atuarem como monitores das oficinas. Os prazos serão divulgados em diversos canais, fique ligado.

 

O que o projeto prevê

A formação de oficineiros locais para que possam ministrar as oficinas de forma estratégica para alcançar o público alvo.

A oferta de material para a realização das oficinas e o pagamento de um valor mensal aos oficineiros.

Financiamento

O projeto será financiado através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, LIC e Pró-Cultura.

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