Coagrisol reuniu mais de 200 cooperados em miniassembleia em Arvorezinha

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Dezenas de associados estiveram presentes

Um dos assuntos levantados na ocasião, foi a possibilidade de uma nova unidade de recebimento de grãos na cidade

A Coagrisol – Cooperativa Agroindustrial realizou na noite da segunda-feira, 11, na Churrascaria Arvorezinha, uma miniassembleia, que reuniu mais de 200 cooperados.
Na noite, o presidente, José Luiz Leite, apresentou dados econômicos da cooperativa que encerrou 2018 com um faturamento recorde de R$ 1,2 bilhão, R$ 450 milhões superior ao orçado no início do ano e ainda maior do que o realizado no ano anterior, quando o faturamento foi R$ 803 milhões. O faturamento orçado para 2019 é R$ 854 milhões. “Tivemos um faturamento recorde na história dos 49 anos da cooperativa. Um resultado muito bom tendo em vista a crise que enfrentamos”, relatou.
Os produtos agrícolas seguem sendo o carro-chefe dos negócios da empresa, representando 75% dos negócios. Em quantidades, no ano de 2018, a Coagrisol recebeu mais de 6,5 milhões de sacas de soja, mais de 320 mil sacas de milho, e 400 mil sacas de trigo. Os demais segmentos comerciais da empresa também tiveram incremento de negócios, sendo que a área de insumos realizou um volume de 16% dos negócios e o setor de varejo apresentou negócios no percentual de 5,58%. O leite também teve incremento, onde a cooperativa aumentou seu recebimento, passando de 8,518 milhões para 9,132 milhões de litros recebidos. Receitas de prestação de serviços e setor de produtos animais também compõem o balanço.
Sobre o evento em Arvorezinha, Leite enfatizou a importância da participação do associado. “Fiquei muito feliz com o número de associados presentes. Isso mostra o trabalho que vem sendo realizado em busca da aproximação entre cooperativa e cooperado”, disse. No dia 19 de fevereiro, no auditório da Coagrisol em Soledade haverá, às 14h, uma assembleia geral.

Reforma Estatutária

Ao todo, 21 itens estão sendo apreciados. Todos visam modernizar o documento que rege as atividades da cooperativa. O assunto também foi pauta da miniassembleia. “A reforma estatutária é um antigo desejo de todos os cooperados e nós, da Coagrisol, estamos lutando por isso. Em 2018 realizamos 21 reuniões abertas ao quadro de cooperados onde foram estudados 21 assuntos. Estes estão sendo apresentados agora nas assembleias regionais e têm tido aprovação unânime por parte dos cooperados”, enfatiza Leite.
“Todos os nossos colaboradores estão cientes do que queremos para os próximos cinco anos da cooperativa. Queremos crescer tudo aquilo que crescemos em 50 anos. O desafio é muito grande, mas tomara que consigamos preparar a cooperativa para o futuro”, acrescentou. Hoje, a Coagrisol que tem renome nacional, tem feito a diferença para mais de 14 mil cooperados.

Itens da reforma estatutária

1 – Alteração do tempo de mandato de três para quatro anos;
2 – Incremento de três novas regiões para os membros do conselho de Administração, sendo eles nas regiões de Lagoa Vermelha, Água Santa e Capão Bonito do Sul; Vera Cruz, Candelária, Rio Pardo e Cachoeira do Sul; Camargo, Vila Maria, Gentil, Santo Antônio do Palma e Casca;
3 – Aumento de três para quatro apoios de regiões por chapa à presidência da cooperativa;
4 – Vice-presidente com ou sem função de expediente;
5 – Profissionalização do presidente e vice-presidente com grau de instrução de no mínimo superior;
6 – A inscrição de Chapa para eleições, onde conste nome dos candidatos a presidente e vice-presidente;
7 – Para ser candidato à presidência da cooperativa deve ter passado por alguns cargos, como líder, conselheiro de representante, conselheiro fiscal ou administração;
8 – Acrescentar a apresentação de algumas declarações dos candidato à direção e conselho, como comprovante de Inscrição Estadual; extrato notas pela prefeitura;bloco do produtor (M15); Certidão Negativa de Tributos Federais; Certidão Negativa da Justiça Federal e Estadual; Certidão de Quitação Eleitoral; Certidão de não filiação partidária; protestos de títulos: tabelionato;
9 – Conselheiros fiscais e de administração com nível de instrução com no mínimo segundo grau completo;
10 – Extinção da cédula de presença e alteração para ressarcimento de ¼ do salário;
11 – Aprovação do salário (presidente, vice-presidente e conselheiros) somente na posse, depois passa a integrar a tabela salarial de acordo com o sindicato da cooperativa;
12 – Acesso a cargos públicos e político partidário, renúncia no prazo de quatro anos;
13 – Restrição ao conselho, ter movido alguma ação judicial contra a Cooperativa, independentemente de estar julgada ou em andamento; Ações contra instituições financeiras, independentemente de estar julgadas ou em andamento e ou a instituição financeira contra o associado;
14 – Para ser candidato, a qualquer cargo da cooperativa, o associado deve ser 100% atuante na cooperativa, e no tempo mínimo de dois anos;
15 – Alteração dos percentuais de destinações das sobras, com correção, entrega e compras;
16 – Inclusão na Cota Capital, liberações em casos de doenças comprovadas, terminal e invalidez; e também por falecimento o pagamento em uma única parcela;
17 – Assembleias regionais com decisões de votos por líder ou representante;
18 – Alteração do valor mínimo da Cota Capital para novos associados – 2 sacas de soja;
19 – Novo formato de distribuição das sobras, pela seguinte distribuição: Fates 5%, Fundo de Reserva 20%, Capital Social 30%, e Fundo de Desenvolvimento 45%;
20 – Sobre o quadro de números de conselheiros representantes mediante às regiões, bem como o número de associados que estas possuem, tendo um balizador do número de associados para a conclusão do número de conselheiros para estas regiões sendo 300 associados por um representante, ao invés de 44 passará para 56 conselheiros de representantes;
21 – Reunião prévia do conselho de administração atual e novo, junto ao conselho de representante e os cooperados da região para definição do apoio para a chapa inscrita para vice-presidente e presidente;

Nova unidade em Arvorezinha
“A Coagrisol pensa muito em Arvorezinha, porém o complexo de recebimento de grãos está situado no centro da cidade e está bem comprometido. Por isso, nossa ideia é construirmos uma unidade nova, fora da zona urbana, e fazer com que a atual seja demolida ou se encaixe na área de varejo da cooperativa”, destaca Leite.
De acordo com ele, se trata de um investimento a curto prazo. “No ano passado, nós investimos R$ 15 milhões no melhoramento de estruturas, sendo R$ 11 milhões financiados pelo BRDE e R$ 4 milhões de recursos próprios. Agora estamos com um projeto a ser desenvolvido a partir dos 50 anos da cooperativa, para aplicar mais de R$ 20 milhões também em estruturas, porém, ainda não é neste investimento que está o recurso para Arvorezinha. Este está na terceira fase do projeto”, ressalta.
Leite enfatiza o desejo de que o planejamento tenha continuidade. “Espero que a pessoa que assumir a cooperativa nos próximos quatro anos consiga tirar do papel este projeto e possa trazer para Arvorezinha esta novidade”, frisou ele que não descarta a possibilidade de colocar seu nome à disposição para o próximo mandato.

Fertimar

Sobre a empresa Fertimar de Vila Maria, a cooperativa aguarda uma decisão judicial para definir se comprará ou não o patrimônio. “Infelizmente ainda não temos uma notícia positiva ou final. A Coagrisol comprou a unidade, fez a negociação, pagou o imposto de transmissão, fez a escritura de compra e venda, porém, a única que não saiu foi o registro, devido ao juiz da comarca de Marau ter feito uma indisponibilidade de bens. Só o Poder Judiciário vai poder nos dizer se a Coagrisol vai poder concretizar essa negociação”, disse Leite ao salientar que a Coagrisol precisa de autorização judicial para poder receber a safra nessa unidade.
Leite ainda salientou que se a negociação for concluída, o pagamento à Fertimar será feito em cinco anos. “Porém a Coagrisol não sabe para quem efetuar o pagamento, tendo em vista que, a quantidade de dívida da Fertimar é maior que o valor do bem. Desta forma, a Coagrisol irá honrar os pagamentos, depositar, e o juiz dirá o que deve ser feito com esses valores”, indagou.
“Não sabemos o que vai acontecer com a empresa, se vai ser decretada a falência ou não. Em uma das possibilidades o juiz acata a decisão, dá um parecer favorável à Coagrisol, a Coagrisol assume a Fertimar, realiza os pagamentos e vê quanto deve ser pago para cada credor. Outra possibilidade é do bem ficar fechado, ir para uma discussão que pode levar anos na Justiça enquanto o bem se deteriora e perde seu valor”, pontuou.

Presidente da Coagrisol,
José Luiz Leite

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