Falta de água prejudica a produção e requer atenção das autoridades

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Perdas na produção de grãos e leite se ampliam, também estão sendo registradas perdas na produção proteína

Por Carla P. Zanotelli

Levantamento preliminar da Emater/Ascar-RS mostra cenário crítico no Vale do Taquari. Das 36 cidades acompanhadas pela regional de Lajeado, 26 contabilizam perdas nos cultivos de grãos, leite e criação de animais. Diversas comunidades do interior também estão sofrendo com a falta de água em seus reservatórios e estão sendo abastecidas por caminhão pipa.
O produtor Adriano Alba e sua esposa Simoni investiram trabalho, suor e recursos, como sementes, adubação e horas-máquina em 28 hectares na Linha Primeira, Anta Gorda para produzir milho/grãos. O produtor estima que investiu cerca de R$ 2,5 mil por hectare, descontando o custo com a mão de obra, Alba é daqueles produtores que investe em boas sementes e tecnologia para produzir acima de 150 sacas por hectare, porém, neste ano em função da estiagem está começando a colheita e colhendo uma média de 20 sacas por hectare, ele estima uma média inferior por hectare, não chegando a 10% do que poderia colher. Adriano colhe o milho, seca e vende para moinhos, ele afirma que em sua vida de produtor nunca viu uma seca com tamanha perda como esta.
Agora é depositar esperanças na próxima safra. “Se tivesse dado uma boa chuva entre Natal e Ano Novo, o resultado desta lavoura seria diferente, mas não choveu e continua não chovendo, então, para nós agora, resta esperar pela próxima safra”, revela.
O produtor Marcos Lodi, popular Kinho da Linha Carijo Grande, interior de Anta Gorda, é um dos centenas de casos, que ilustra a situação vivida pelos produtores locais. Ele fala sobre os prejuízos que está enfrentando. Tendo plantado uma área de 30 hectares de milho para a silagem realizou um investimento médio de R$ 2.6 mil reais ao hectare, num total aproximado de R$ 78 mil. Para esta safra Kinho está estimando uma perda de no mínimo de 50% da produção. Sendo que já colheu a lavoura e o rendimento não chegou a 20 toneladas ao hectare, o que em condições normais superaria as 40 toneladas, além disso devido à falta de água, a qualidade da silagem é baixa, com teor de amido baixo, é preciso complementar a alimentação dos animais com mais ração, então, além da queda no volume de produção, a queda da qualidade, faz aumentar os custos, para manter um padrão razoável de qualidade da alimentação dos animais.
Como o milho não cresceu, as pastagens secaram e as vacas perderam produtividade, tem certeza que o ano será de prejuízos. Essa é a realidade de muitos agricultores da região. A estiagem iniciada em novembro se consolida e já indica uma possível seca parecida com a da safra 2011\2012.
Se a região tiver mais semanas de pouca chuva, a tendência é de agravamento da situação. É o que estima o coordenador regional da Emater Cezar Borille que ressalta a preocupação de muitos produtores com a falta d’água. “Inicialmente as perdas eram mais nas lavouras de milho, agora com o agravamento produtores de suínos e aves estão deixando de alojar animais porque não tem garantia de água.
Conforme levantamento preliminar da Emater/Ascar-RS, dos 36 municípios dentro da área de cobertura da regional de Lajeado, 26 contabilizam perdas nas lavouras, redução no nível dos cursos de água e fontes secas. Até o abastecimento para o consumo humano já está em risco em algumas cidades.
Essa condição resulta em dez decretos de emergência, o que deve aumentar nos próximos dias. Pelo menos é o que acredita o gerente adjunto da Emater, Carlos Lagemann. Em termos gerais, a queda média tabulada até agora com relação à soja é de 26% e o milho está em 29%.
O levantamento é feito a cada dois meses e se refere a dados apurados até essa segunda-feira. A condição entre as localidades muda. Em Taquari, Progresso e Arvorezinha, as perdas na soja alcançam 50%. Em Teutônia e Fazenda Vilanova os prejuízos foram menores nessa comparação, diz Lagemann.
“Quem trabalha com grãos tem uma oportunidade de colheita. Se perdeu, só no ano que vem. Aqui no Vale, a maioria das propriedades tem diversificação. Então uma cultura segura a renda mínima. Mas a capacidade de investimento para o próximo ciclo será mínima”, avalia o gerente.
O fechamento dos números ocorre entre o fim de abril e início de maio. Período em que se finaliza a colheita da soja no RS.
Conforme a Defesa Civil, há 172 municípios gaúchos que ingressaram com pedido de situação de emergência devido à estiagem.
Em 38 municípios da região, o número de famílias que dependem do abastecimento de caminhões pipa feito pelas administrações municipais chega a 764.

Bombeiros e Agricultura atuam em conjunto no combate à estiagem

Por Camila Floriano

Os Bombeiros Voluntários de Arvorezinha e a Secretaria de Agricultura, seguem atuando em conjunto para combater a estiagem que vem afetando principalmente as comunidades do interior do município.
Conforme o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Nelso de Bona, três retroescavadeiras trabalham na abertura de fontes de água. “Mais de 150 fontes já foram abertas e vem auxiliado moradores do interior”, destacou.
Os bombeiros, por sua vez, têm feito a distribuição de água nas comunidades de Posse Arrus, Torres Gonçalves e Linha Tubuna, que são as mais afetadas. “No momento é o que podemos por esses cidadãos até que a situação se normalize” disse o bombeiro voluntário, Jorge Machado. A cidade de Itapuca também está recebendo água, da vizinha, Arvorezinha.

Setor leiteiro será o menos
afetado pelo coronavírus

De acordo com especialistas em agronegócios o setor leiteiro será o menos atingido pelo coronavírus, pois com o período de entressafra e maior procura nos supermercados, por conta da doença, preços podem inclusive subir.
Acredita –se que o mercado de lácteos não deve ser afetado pelo novo coronavírus no curto prazo, uma vez que os alimentos no geral são os itens mais procurados em momentos como este, além disso, a alta do dólar está desestimulando a importação de leite.
Assim o cenário de menor leite entrando no país pela diminuição da importação, aliado a queda na produção, faz com que os bons preços do leite se mantenham no Brasil.

NFG amplia oportunidades de sorteios

Divulgação

Agora os cidadãos que são cadastrados no Programa Nota Fiscal Gaúcha têm uma novidade, a Receita da Sorte que dá prêmios instantâneos.
O aplicativo do Programa da Nota Fiscal Gaúcha pode ser baixado no celular, onde possibilita o cidadão acompanhar suas notas, prêmios, descontos do IPVA, sorteios e outros, além da novidade que é a Receita da Sorte, onde o cidadão pode fazer a leitura do QR Code da Nota Fiscal que contenha o seu CPF e ganhar prêmios instantâneos na hora. “Sempre no momento das compras indico meu CPF na NF, baixei este aplicativo e fui sorteada na hora com R$ 500,00. Além de contribuir com a Apae, também temos essa grande oportunidade de ser sorteados tanto nos sorteios instantâneos como nos mensais e obter desconto no IPVA do carro”, destacou a diretora da Apae de Arvorezinha, Emiliana Scheffer.
Para baixar o aplicativo é simples e rápido. No Play Store digite Nota Fiscal Gaúcha, preencha os dados com o CPF e a senha que foi cadastrada no Programa e pronto.

Com recursos da NFG, Apae investe em
qualidade nos serviços
A Apae de Arvorezinha, participante do Programa da Nota Fiscal Gaúcha na área de Assistência Social, tem investido os recursos recebidos em materiais e equipamentos para melhor qualidade dos atendimentos prestados. A entidade recebe recursos trimestralmente e com o saldo recebido no exercício de 2019 foi adquirido um balcão para a cozinha, pratos e canecas para o uso dos alunos, dois tablets, tonner para impressão, reformado a pia da lavanderia e custeado alguns meses dos serviços de assistente social e artesã. No total foram recebidos R$ 7,4 mil no ano.

Produtor diz que nunca antes tinha colhido um resultado como este
“Quem trabalha com grãos tem uma oportunidade de colheita. Se perdeu, só no ano que vem. Aqui no Vale, a maioria das propriedades tem diversificação. Então uma cultura segura a renda mínima. Mas a capacidade de investimento para o próximo ciclo será mínima”, avalia o gerente.

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