Fruticultura vira opção para diversificação na propriedade

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Seu Ino trabalha na lavoura e deverá finalizar na próxima semana a colheita das ameixas

Em Nova Alvorada, família Lorini planta pêssegos e ameixas em uma área de quatro hectares

Muitas famílias buscam atividades que diversifiquem a propriedade e aumentem a fonte de renda. Essa é uma realidade da família Lorini, da Linha Morangueira, interior de Nova Alvorada, que desde 2015 apostou em pêssegos e ameixas.

Neste ano, o plantio foi de dois mil pessegueiros em uma área de três hectares, e 600 ameixeiras, em um hectare. A atividade envolve o filho Jonei e seu pai Ino, na lavoura, e dona Nelci na comercialização em casa. “Hoje, 50% da produção é vendida direto ao consumidor, aqui em casa mesmo, além de eu entregar em algumas casas. O restante é vendido na Feira da Agricultura Familiar, que ocorre toda a sexta-feira, e em mercados e fruteiras na região”, pontuou Jonei, que trabalha com produção de soja, gado de corte e implantou um novo cultivo que é de maçã. “É uma área nova em que cultivamos 2,5 mil pés de maçã e a primeira colheita será no próximo ano.”
De acordo com Lorini, a escolha pela fruticultura se deu por ser uma renda melhor em uma área menor. “A diversificação dá mais retorno do que o plantio convencional, como fumo e soja. A fruticultura rende mais por hectare”, disse, acrescentando que a fruticultura demanda um manejo intenso, em quase todo o ano. “Tem a poda de frutificação, poda verde, raleio, adubação, correção com calcário, colheita, controle de ervas daninhas, aplicação de defensivos. Envolve duas pessoas da família e mais um diarista em épocas mais intensas de serviços”, explicou, contando que a lucratividade é relativamente boa. “Temos que torcer sempre para que não haja perdas com geada, granizo e vendaval, pois desde 2018 uma portaria do Ministério da Agricultura determinou que não há mais cobertura do Proagro para essas culturas, assim ficamos à mercê do tempo.”
Jonei ressalta que o principal ponto para se obter sucesso em qualquer atividade é ter um projeto e um planejamento de onde chegar e de que forma será feito. “Não adianta as pessoas simplesmente plantarem frutíferas, tem que ter um planejamento”, disse.

Safra prejudicada
De acordo com Lorini, a colheita neste ano foi ruim, devido à geada ter estragado os pés de pêssegos e ameixas. “A geada estragou os pêssegos e o frio fora de época a ameixa, isso porque o que ela não estraga, prejudica o crescimento e desenvolvimento da planta”, pontuou.

Colheita do pêssego foi finalizada na terça-feira, 15

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